Leões foram claramente superiores em Guimarães e venceram por 4-1, consolidando o segundo lugar da I Liga
O Sporting venceu esta terça-feira o Vitória SC, por 4-1, no Estádio D. Afonso Henriques, num encontro em que foi globalmente superior e que encerrou a 15.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Após uma primeira parte dominadora, os ‘leões’ chegaram ao intervalo a vencer por 2-0, graças aos golos de Trincão, aos 32 minutos, e de Ioannidis, aos 42. Na etapa complementar, Telmo Arcanjo ainda reduziu para os vimaranenses, aos 50, mas um autogolo de Juan Castillo, aos 63, e um tento de Maxi Araújo, aos 79, confirmaram a goleada da formação lisboeta.
Com este triunfo em Guimarães — onde não ganhava há duas temporadas — o Sporting mantém o segundo lugar da tabela, com 38 pontos, a cinco do líder FC Porto (43). Já o Vitória SC permanece no oitavo posto, com 21.
Sem Óscar Rivas, lesionado, Luís Pinto lançou Thiago Balieiro no eixo defensivo e apostou em Alioune Ndoye no ataque, deixando Nélson Oliveira no banco. Os minhotos entraram com intensidade, mas o Sporting, organizado num 4-4-2, soube contornar a pressão inicial e assumiu o controlo da partida.
No jogo em que Ioannidis e Luis Suárez foram titulares juntos pela primeira vez, os ‘verde e brancos’ exploraram com eficácia as alas e criaram várias ocasiões de perigo ainda antes do primeiro golo. Ricardo Mangas atirou ao lado aos 10 minutos, Hjulmand obrigou Castillo a boa defesa aos 14, Trincão viu o guarda-redes negar-lhe o golo aos 19 e Suárez ficou perto de marcar aos 30.
O ascendente leonino materializou-se aos 32 minutos, num contra-ataque rápido: Trincão recuperou a bola, tabelou com Ioannidis e marcou à segunda tentativa, depois de João Mendes cortar para o poste. Dez minutos depois, Ioannidis ampliou a vantagem, antecipando-se a Abascal e cabeceando para o fundo das redes, após cruzamento de Mangas.
O Vitória reagiu após o intervalo, com as entradas de Diogo Sousa e Telmo Arcanjo. O internacional cabo-verdiano reduziu aos 50 minutos, com um remate de fora da área, num lance em que Rui Silva não ficou bem na fotografia.
Os vimaranenses cresceram no jogo, mas um erro grave de Juan Castillo acabou por travar a reação: aos 63 minutos, o guarda-redes introduziu a bola na própria baliza após um lance com Luis Suárez. Já aos 79, Castillo voltou a falhar ao não segurar um remate do avançado colombiano, permitindo a recarga fácil de Maxi Araújo.
Até final, destaque ainda para a expulsão de Nélson Oliveira, aos 87 minutos, após falta sobre Gonçalo Inácio, num desfecho pesado para os vitorianos.
Luís Pinto, treinador do Vitória, em declarações na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após a derrota pesada (1-4) frente ao Sporting
Luís Pinto: «A diferença esteve nos detalhes»
O treinador do Vitória SC, Luís Pinto, falou esta terça-feira na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após a derrota por 4-1 diante do Sporting, destacando que «a diferença esteve nos detalhes» e analisando os pontos-chave que determinaram o resultado.
Análise ao jogo
«Retirar, acima de tudo, a confiança de que podemos ser competentes e competitivos contra qualquer adversário. Nos primeiros vinte minutos e na entrada da segunda parte até ao 1-3, percebemos que os detalhes no futebol pagam-se muito caro, e foi nesses detalhes que se construiu este resultado», explicou.
Momentos decisivos
«No momento em que já estávamos mais confortáveis, com o Sporting a não ser tão perigoso, cometemos uma perda de bola evitável e sofremos o golo. No lance seguinte, podíamos ter feito o 1-1 e, no pontapé de baliza seguinte, recebemos o 0-2. A equipa respondeu bem até ao intervalo», disse.
Sobre a segunda parte, acrescentou: «A entrada foi muito interessante e competente, conseguimos reduzir, mas sofremos o terceiro golo de forma inexplicável. Foi um livre aparentemente controlado, e a intervenção do Juan [Castillo] não foi a mais feliz, mas faz parte do crescimento da equipa e dos jogadores».
Plano de jogo e agressividade
«Não se tratou de má interpretação do plano de jogo. Mudanças táticas existem, e tudo se ajusta. Nos primeiros 15 minutos da segunda parte sentimos que precisávamos de querer ainda mais. A equipa é jovem, mas com qualidade. Quando deixámos de respeitar demasiado o Sporting, começámos a crescer e a jogar com mais critério e confiança», afirmou.
Substituições ao intervalo
«O 1-3 teve um impacto grande. Acreditávamos que podíamos empatar, mas sofremos de forma desnecessária. As alterações visaram colocar mais jogadores para atuar dentro da estrutura adversária e progredir com bola. O Telmo trouxe critério, enquanto Mitrovic e Camará não estavam a render defensivamente. Promovemos a entrada de dois jogadores nos quais acreditamos», concluiu.
Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o triunfo por 4-1 diante do Vitória SC
Treinador destaca reação da equipa e entrega dos jogadores na vitória por 4-1 frente ao Vitória SC
O treinador do Sporting, Rui Borges, analisou o triunfo por 4-1 frente ao Vitória SC no Estádio D. Afonso Henriques, sublinhando o caráter da equipa, a atitude defensiva e ofensiva e a reação após a entrada do adversário no jogo.
Análise ao jogo
«Uma vitória, três pontos, que queríamos muito para os nossos adeptos, que têm sido fantásticos. Jogo num estádio difícil, com grande primeira parte, na qual simplificámos o jogo e chegámos a vencer ao intervalo com toda a justiça», afirmou.
Sobre a segunda parte, explicou: «Com uma infelicidade nossa, metemos o Vitória no jogo. Após o 2-1, perdemos alguns passes que causaram alguma intranquilidade. Mas a equipa melhorou, marcou e controlou o jogo. O Vitória criou alguns problemas, com o Telmo a cruzar fechado, mas controlámos o jogo, mostrando o caráter desta equipa. Hoje demos mais uma demonstração de que somos um grande Sporting, mesmo sendo descritos como ‘diminuídos’ por alguns. Somos campeões, uma grande equipa.»
Novas dinâmicas e ajustes
«Trabalhámos soluções diferentes dentro das mesmas dinâmicas. Ajustámos defensivamente e mantivemos a equipa muito ligada no que tinham de fazer, defensiva e ofensivamente. A primeira parte foi muito boa, a equipa mostrou a qualidade que tem vindo a evidenciar ao longo do campeonato. Apesar de algumas baixas importantes, a equipa respondeu com ambição e confiança mútua», destacou.
Diligência e personalidade
«A equipa esteve totalmente ligada, com caráter e personalidade. O Vitória vinha a crescer em qualidade coletiva e tem muitos jovens talentosos. Sabíamos que seria um jogo difícil e que a presença dos adeptos poderia aumentar os níveis de energia. A equipa esteve concentrada do início ao fim, querendo fazer um grande jogo», concluiu.
































