Almoço da candidatura presidencial apoiada pelo PS reuniu cerca de 700 pessoas
Uma quinta de eventos na Póvoa de Lanhoso serviu este sábado de palco ao maior momento de mobilização, até ao momento, da candidatura presidencial de António José Seguro, apoiada pelo Partido Socialista, reunindo cerca de 700 pessoas num almoço de campanha marcado pelo entusiasmo dos apoiantes.
Entre os presentes esteve o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que chegou ao local pouco antes do candidato, juntando-se a outras figuras socialistas como Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto.
Se ao longo da campanha têm sido frequentes os cânticos adaptados das claques dos três grandes clubes de futebol, na Póvoa de Lanhoso destacou-se também um símbolo adicional: um cachecol com a inscrição “Seguro Presidente 2026”. José Luís Carneiro não hesitou em colocá-lo ao pescoço, recebendo assim o candidato à chegada ao recinto.
Apesar do ambiente festivo, António José Seguro fez questão de travar qualquer excesso de confiança, lembrando que “nada está ganho” nas eleições presidenciais.
“Nada está ganho. Sei que as sondagens podem criar alguma euforia, mas só estará ganho quando os votos forem contados e quando pudermos dormir descansados”, afirmou o candidato, sublinhando que esse descanso só será possível se, a 18 de janeiro, o país “disser não aos extremismos, à concentração de poder, ao poder absoluto e à aventura”, reafirmando o compromisso com a Constituição.
António José Seguro saudou ainda a disponibilidade manifestada pelo secretário-geral do PS para alargar a “cultura de compromisso” defendida no seu pacto para a saúde a outras áreas da vida política nacional, defendendo que, entre ciclos eleitorais, “os compromissos devem falar mais alto do que as diferenças partidárias”.
O candidato voltou igualmente a abordar a legislação laboral, reiterando que exercerá o veto político caso o anteprojeto do Governo chegue a Belém, por considerar que não introduz melhorias na competitividade, na produtividade, no combate à desigualdade salarial entre mulheres e homens ou na conciliação entre vida profissional e familiar.
“Os trabalhadores têm todo o direito de defender os seus direitos e não podem ser sempre eles a ceder em matéria de legislação laboral”, frisou.
Ainda assim, defendeu o diálogo social, sublinhando que muitas soluções podem ser encontradas fora da intervenção governamental direta, através da concertação entre empresários e representantes dos trabalhadores. “Para unir e mobilizar é preciso conhecer, falar e dialogar. Dizem que dialogo demais, mas acredito que o diálogo é hoje essencial em Portugal”, afirmou.
Entre os apoiantes presentes estiveram ainda Francisco Assis, Sérgio Sousa Pinto e Álvaro Beleza, a quem António José Seguro agradeceu publicamente, reiterando o orgulho e a gratidão pelo apoio do Partido Socialista à sua candidatura.
































