Em Famalicão, Seguro toma “boa nota” de afirmação de Jorge Pinto e diz que todos os votos vêm a tempo

Presidenciais 2026

O candidato presidencial António José Seguro afirmou esta quinta-feira, em Vila Nova de Famalicão, que tomou “boa nota” da declaração de Jorge Pinto, que apelou ao voto livre, defendendo que todos os votos expressos até ao fecho das urnas “vêm a tempo”.

À margem de uma visita ao Museu Bernardino Machado, Seguro reagiu às palavras do candidato apoiado pelo Livre, que disse compreender o voto numa candidatura capaz de evitar uma segunda volta entre um candidato que considera antidemocrático e outro “demasiado próximo do Governo”.

“Eu tomo boa nota da declaração que o candidato Jorge Pinto acabou de fazer e reafirmo aquilo que tenho dito nos últimos dias: é necessário que cada portuguesa e cada português dê utilidade ao seu voto. O único candidato moderado, o único candidato do centro-esquerda, o único candidato fiel e leal à Constituição da República Portuguesa e que pode passar à segunda volta sou eu”, afirmou.

Questionado sobre se a posição de Jorge Pinto não surge demasiado tarde, Seguro respondeu que “todos os votos que chegarem até às 19 horas do próximo domingo vêm a tempo”, alertando que os que chegarem depois já não contam.

O candidato apoiado pelo PS insistiu na necessidade de concentrar votos na sua candidatura, considerando que “o desperdício de votos noutras candidaturas que não podem passar à segunda volta é, de facto, um desperdício muito grande”.

António José Seguro garantiu ainda que não falou previamente com Jorge Pinto. “Eu já disse que não falei com nenhum candidato. Eu dirijo-me aos eleitores”, frisou.

Sobre se os candidatos apoiados pelo BE e pelo PCP deveriam seguir o mesmo caminho, respondeu apenas que “cada eleitor e cada eleitora é senhor do seu voto, são soberanos”, reforçando, no entanto, o apelo à concentração de votos no que considera ser “o único candidato moderado do centro-esquerda com condições para chegar à segunda volta”.

Questionado se interpretava a declaração de Jorge Pinto como um apoio, Seguro respondeu negativamente, dizendo encarar “todas as manifestações que apelam ou decidem votar em mim como manifestações de confiança na minha candidatura e no meu exercício como Presidente da República”.

Já numa ação anterior, também em Famalicão, o candidato socialista tinha defendido que há votos em candidaturas que, segundo as sondagens, não terão capacidade para chegar à segunda volta, alertando que esses votos “podem fazer falta” à sua candidatura e sublinhando que “não há uma segunda oportunidade para colocar o Seguro na segunda volta”.

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