Almirante diz ser o único candidato contra a estagnação e rejeita aventuras que coloquem em causa o regime
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo afirmou esta sexta-feira que é o único concorrente às eleições presidenciais que defende uma verdadeira “mudança democrática”, afastando-se quer da estagnação política quer de soluções que ponham em causa o regime democrático.
Independência e rutura com a estagnação
No comício de encerramento da sua campanha, realizado no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, perante algumas centenas de apoiantes, o antigo chefe do Estado-Maior da Armada voltou a sublinhar a sua independência partidária, defendendo que uma eventual vitória sua não representará a derrota de qualquer partido político.
“Sou independente. A minha eleição não significa a derrota de nenhum partido”, afirmou, reforçando a ideia de que se apresenta como uma alternativa fora das lógicas partidárias tradicionais.
Apelo aos eleitores de esquerda
Tal como nos últimos dias de campanha, Gouveia e Melo deixou um aviso aos eleitores de esquerda, pedindo que não “caiam na armadilha” do voto útil em António José Seguro. Segundo o candidato, esse cenário pode resultar numa derrota do antigo líder socialista numa eventual segunda volta frente a André Ventura, líder do Chega.
Críticas a André Ventura
O almirante voltou também a criticar André Ventura, acusando-o de comportamentos que considerou indignos, nomeadamente por ter vestido um camuflado militar durante a campanha, o que, na sua perspetiva, representa um desrespeito por quem serve nas Forças Armadas. Gouveia e Melo apontou ainda um episódio que classificou como desrespeitoso para com os bombeiros durante os incêndios do último verão.
“Mudança sem aventuras”
Ao traçar diferenças claras em relação aos restantes candidatos, Gouveia e Melo afirmou que a mudança que propõe não é aventureira nem coloca em risco o regime democrático.
“Sou o único que verdadeiramente defende uma mudança. Uma mudança democrática num país renovado, e não uma mudança sem sentido, aventureira, ou que possa pôr em risco o regime democrático”, declarou.
Contra as “águas estagnadas”
O candidato assumiu-se cansado de um país que considera estar parado há décadas, criticando as “tribos partidárias” na administração pública e a falta de ambição política.
“Estou cansado das águas estagnadas há pelo menos 20 anos. Temos de ter ambição. Não está aqui perante vós alguém aventureiro”, afirmou.
Apelo à confiança e à união
No final do discurso, Gouveia e Melo destacou a sua experiência em funções de elevada responsabilidade no Estado, sublinhando decisões tomadas sob pressão extrema, como fator de credibilidade para o exercício do cargo presidencial.
“Estou aqui para vos dar confiança: no ruído, a serenidade; na divisão, a união; na opacidade, a transparência; na estagnação, a verdadeira mudança; e nos interesses privados, o interesse comum”, concluiu.



































