Marques Mendes garante Presidência independente e promete estar “sempre presente”

No encerramento da campanha, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP afasta a ideia de ser um prolongamento do Governo e assume o papel de árbitro atento às injustiças sociais

O candidato presidencial Luís Marques Mendes prometeu, esta sexta-feira, que não será “um prolongamento do Governo”, mas antes um Presidente da República com independência, ativo e interventivo, assumindo-se como um “árbitro” do sistema político e garantindo que estará sempre presente ao lado dos mais frágeis e vulneráveis.

Uma Presidência diferente

No comício de encerramento da campanha, que decorreu na Gare Marítima da Rocha de Conde de Óbidos, em Lisboa, Mendes explicou o modelo de Presidência que pretende exercer caso seja eleito no próximo domingo.

“Serei um Presidente diferente dos meus antecessores, porque as circunstâncias são radicalmente diferentes. Se tiver a confiança dos portugueses, eu estarei lá”, afirmou, lançando um slogan que marcou a reta final da campanha.

Independência face ao Governo

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP fez questão de sublinhar que não pretende ser um prolongamento do Governo nem do parlamento, mas alguém com capacidade de mediação e de correção quando necessário.

“Um árbitro com independência que aconselha o Governo quando as coisas não correm bem, que apela à correção quando correm mal, mas que também sabe que é fundamental dar condições para que um Governo cumpra a legislatura e apresente resultados”, declarou.

Defesa do Estado social e dos mais vulneráveis

Marques Mendes destacou ainda o compromisso com a defesa do Serviço Nacional de Saúde, que classificou como uma das maiores conquistas do 25 de Abril, logo a seguir à liberdade e à democracia.

Garantiu igualmente que a sua ação presidencial estará focada nos mais vulneráveis, como os jovens e os pensionistas, prometendo não permitir que a injustiça social “faça o seu caminho” em Portugal.

“Eu estarei lá para bater o pé contra a injustiça e a injustiça social”, afirmou.

Estabilidade como prioridade

Num apelo final ao voto, Mendes insistiu na importância da estabilidade política para a vida das pessoas, alertando contra ciclos sucessivos de eleições.

“A estabilidade não é apenas importante para os políticos, é absolutamente essencial para as pessoas. O povo precisa de estabilidade”, sublinhou.

Campanha “pela positiva”

O antigo líder do PSD defendeu que realizou uma campanha em crescendo e “pela positiva”, com decência política, em contraste com outros candidatos que optaram “pelos gritos” ou por generalidades.

“Estive no espaço público de forma construtiva, a valorizar a cidadania e a dar voz a quem precisava”, afirmou, numa crítica implícita a André Ventura.

No comício marcaram presença vários ministros, deputados e dirigentes do PSD e do CDS-PP, num sinal de apoio político alargado nesta reta final. Ainda hoje, Marques Mendes participa num convívio com jovens no Mercado de Algés, encerrando definitivamente a campanha, sem discursos, num ambiente informal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here