Parlamentar destaca papel dos municípios na integração de imigrantes no Fórum “As dores da imigração”
O deputado bracarense na Assembleia da República, Joaquim Barbosa, elogiou, na noite de sexta-feira, a “grande abertura de Braga como cidade viva, pujante, acolhedora e humanista”, sublinhando o papel determinante dos municípios na receção e integração dos imigrantes.
O parlamentar falava no 3.º Fórum “As dores da imigração”, organizado pela Associação AIU, da diáspora brasileira e com sede em Braga, iniciativa que decorreu no Centro Cultural Montemuro. Joaquim Barbosa destacou ainda a importância da imigração, quer por razões demográficas, quer pelas necessidades do mercado de trabalho.
Na sessão participaram também o Secretário de Estado Adjunto e da Imigração, Rui Armindo Freitas, natural de Guimarães, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, e a presidente da Associação AIU, Alexandra Gomide.
Questão demográfica e integração
Abordando a realidade demográfica do país, Joaquim Barbosa recordou que Portugal tem cerca de 10 milhões de cidadãos, dos quais apenas 9,2 milhões nasceram no território nacional, sendo aproximadamente 800 mil naturalizados. Para o deputado, estes números reforçam a necessidade de uma política de imigração “dirigida, ativa e alinhada com as necessidades nacionais”.
Defendeu ainda que Portugal deve continuar a apostar numa integração eficaz, salientando que acolher implica garantir condições dignas e processos administrativos céleres.
Atrair imigração lusófona
No que respeita à estratégia de imigração, o parlamentar considerou que a política nacional deveria evoluir no sentido de atrair imigrantes lusófonos, destacando os laços culturais, a facilidade de integração e a proximidade linguística como fatores diferenciadores.
Joaquim Barbosa alertou, contudo, para a necessidade de evitar que a imigração seja utilizada como instrumento para manter mão-de-obra barata, sublinhando que, sempre que a lucratividade o permita, deve existir uma valorização salarial.
Críticas à política anterior
O deputado evocou ainda o que classificou como um “caos social” vivido em Portugal em 2024, que atribuiu às políticas de imigração dos anteriores governos, defendendo que muitos dos problemas poderiam ter sido evitados se tivesse havido aprendizagem com a experiência de outros países europeus.
Recordou igualmente que o atual Governo encontrou mais de 400 mil processos pendentes, a extinção do SEF e a necessidade de criar a AIMA, num contexto de entrada de estrangeiros sem critérios definidos. Segundo o parlamentar, o tempo demonstrou que foi possível uma resolução rápida desses problemas, considerada essencial para a integração dos imigrantes, destacando a importância da obtenção atempada de documentação.
A concluir, Joaquim Barbosa enalteceu o que descreveu como a visão estratégica e liderança do Secretário de Estado Rui Armindo Freitas, bem como o caráter humanista do presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, defendendo que Portugal deve prosseguir o caminho iniciado há cerca de um ano e meio no domínio das políticas de imigração.
































