Mais de 400 engenheiros e arquitetos disponíveis para apoiar reconstrução na região Centro

Mais de 400 engenheiros e arquitetos já se disponibilizaram para apoiar a reconstrução da região Centro, inscrevendo-se numa bolsa conjunta de voluntários criada pelas respetivas ordens profissionais, na sequência dos estragos provocados pela tempestade Kristin.

A iniciativa surgiu na semana passada, após o mau tempo que afetou gravemente zonas dos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém. As secções regionais do Centro da Ordem dos Arquitetos e da Ordem dos Engenheiros propuseram a criação de uma bolsa de voluntários destinada a prestar apoio técnico na recuperação dos territórios atingidos.

Numa carta enviada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e às Comunidades Intermunicipais das regiões de Coimbra e Leiria, as duas ordens manifestaram disponibilidade para constituir um grupo de trabalho técnico, garantindo uma resposta coordenada às necessidades identificadas no terreno.

Segundo Isabel Lança, presidente da Região Centro da Ordem dos Engenheiros, 256 engenheiros já se inscreveram na bolsa. “É um número elevado, porque os engenheiros costumam ser muito solidários”, afirmou à agência Lusa.

A responsável explicou que já se encontra no terreno uma equipa a preparar o modelo de registo das ocorrências, em articulação com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, liderada por Paulo Fernandes. Numa primeira fase, os voluntários irão proceder ao levantamento das situações críticas do edificado, seguindo-se posteriormente a fase de intervenção efetiva.

Está ainda prevista a abertura de uma nova plataforma para inscrição de peritos, destinada sobretudo a empresas sem seguro, acrescentou Isabel Lança.

Também a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional do Centro registou uma forte adesão. De acordo com a vice-presidente, Liliana Moniz, 160 arquitetos já se inscreveram e irão trabalhar em articulação com a Ordem dos Engenheiros e a estrutura de missão.

Os arquitetos já apresentaram uma proposta relativa ao modelo operacional e aguardam agora a resposta da estrutura de missão para iniciarem o trabalho no terreno. “São técnicos extraordinários, e é um povo extraordinário”, sublinhou.

Na sequência da tempestade, a Ordem dos Engenheiros Técnicos também manifestou disponibilidade para colaborar na reconstrução. Paulo Moradias, representante da ordem, confirmou à Lusa que já contactou a estrutura de missão para se associar ao projeto.

“Disponibilizámo-nos para ser parceiros e colocámo-nos ao dispor da estrutura de missão”, afirmou, adiantando ainda que está a ser preparada uma conta solidária, contando numa primeira fase com o apoio dos membros da própria estrutura.

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