Força policial identificou 52 pessoas, deteve um adepto e apreendeu material pirotécnico e objetos proibidos antes do encontro entre SC Braga e Vitória SC.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga esclareceu este domingo que a proibição da exibição de uma lona de grandes dimensões, preparada para o início do jogo entre o Sporting Clube de Braga e o Vitória Sport Clube, se deveu à existência de “riscos reais e significativos” para a integridade física dos adeptos na bancada nascente.
Segundo comunicado enviado ao jornal O MINHO, a estrutura policial justificou a decisão com o facto de os materiais utilizados na coreografia — nomeadamente rede de suporte, lonas, tintas e cabos — não serem ignífugos e se encontrarem próximos de artefactos pirotécnicos de projeção, devidamente autorizados. Face à proximidade entre materiais inflamáveis e fontes de calor, o comandante do policiamento, após articulação com o comando distrital, determinou a inviabilização total da coreografia.
A intervenção ocorreu ainda antes da abertura de portas para a partida da 23.ª jornada, que terminou com vitória bracarense por 3-2. Durante a ação de fiscalização, foram identificadas 42 pessoas que terão tentado forçar a entrada no estádio para impedir a atuação policial. Posteriormente, outras dez foram identificadas por incumprimento do dever de correção e moderação.
Um adepto foi detido pelo crime de ameaças a agente de autoridade. No âmbito da operação, a PSP apreendeu 23 títulos de livre-trânsito emitidos pelo clube sem identificação nominal, dois alicates e um artefacto pirotécnico ilícito abandonado no local. Foram ainda recolhidos três engenhos pirotécnicos previamente colocados na bancada nascente, bem como um gorro tipo passa-montanhas e uma lona plástica alegadamente utilizada para ocultação de identidade aquando da deflagração e arremesso de material proibido.
A polícia confirmou ter tido conhecimento de várias situações que exigiram assistência pré-hospitalar, encontrando-se a averiguar as respetivas causas. Da operação resultou ainda um agente ferido, que necessitou de tratamento hospitalar.
No comunicado, a PSP recorda que, a 9 de fevereiro, já tinha informado o clube da intenção de não autorizar a coreografia, por considerar que as mensagens previstas não evidenciavam um apoio claro e inequívoco à equipa ou à sociedade desportiva.
O encontro acabou por ser temporariamente interrompido devido ao arremesso de tochas incandescentes para o relvado, precisamente na zona onde seria elevada a lona de maiores dimensões. A força policial indica que foi elaborado o respetivo expediente, que seguirá agora os trâmites legais.
A PSP reafirma, por fim, o compromisso de garantir as máximas condições de segurança em espetáculos desportivos e de continuar a cooperar com entidades públicas e privadas para salvaguardar a segurança dos eventos e da comunidade.































