O SC Braga reagiu ao comunicado do Comando Distrital da PSP de Braga, afirmando que a força de segurança “confirma que censurou” o clube ao proibir a exibição de uma tela gigante antes do jogo com o Vitória SC, da 23.ª jornada da I Liga, no Estádio Municipal de Braga.
Num comunicado publicado no site oficial, os ‘arsenalistas’ defendem que a atuação da PSP representa uma “rasura” de uma mensagem de exaltação da história da cidade e do orgulho do clube, acrescentando que a situação deixa um “forte odor a outros tempos, nada saudosos”.
PSP invoca risco de incêndio
Recorde-se que o Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública justificou a proibição com a existência de risco de incêndio na bancada, devido à proximidade da lona com materiais pirotécnicos.
No entanto, o SC Braga considera que essa explicação “não colhe”, argumentando que:
- Em momento algum o clube foi contactado para mitigar eventuais riscos;
- Não foi proposta a recolocação ou remoção dos artefactos pirotécnicos;
- A decisão traduziu-se, na prática, na censura da mensagem.
“Existir em Portugal, em 2026, uma força de segurança que rasura mensagens pela análise da sua significância é algo que a todos, enquanto sociedade, nos deve preocupar”, lê-se no comunicado.
Apelo a posições públicas
O clube minhoto entende que a situação “não pode passar em claro” e convida diferentes entidades a manifestarem-se publicamente sobre o sucedido.
O SC Braga vai mais longe, acusando a PSP de ter violado a sua missão de garantir a ordem pública e responsabilizando-a pelas consequências registadas, incluindo alegadas agressões a sócios e adeptos, entre os quais idosos e crianças.
Segundo os bracarenses, trata-se de “uma mancha que perdurará” e que exige um retratamento por parte da força policial.































