Olga Pereira, primeira militante da lista B candidata a delegados da secção concelhia de Braga à Assembleia Distrital do PSD, vai impugnar a decisão da Mesa da Assembleia da secção que determinou a exclusão da lista das eleições realizadas este sábado.
A decisão da Mesa baseou-se na desistência de dois militantes — Liliana Vaz de Carvalho e Carlos Abreu Guimarães — o que reduziu o número de candidatos de 14 para 12 (mais um suplente). Segundo o presidente da Mesa, Paulo Viana, o Regulamento Eleitoral exige um mínimo de 14 candidatos, e a não substituição dos desistentes até às 24h de sexta-feira determinou a exclusão.
Reclamação e impugnação
Olga Pereira já apresentou reclamação junto do presidente da Mesa, mas afirma não ter obtido resposta. A impugnação seguirá agora para o Conselho de Jurisdição da Zona Norte do partido.
A militante sustenta que a lista foi entregue a 25 de fevereiro e devidamente aceite na plataforma interna Sigmo, nos termos regulamentares. Refere ainda que não houve qualquer indicação, quer da plataforma quer da Mesa, de que a lista estivesse inválida ou que fosse possível proceder à substituição dos desistentes.
Invocando o Regulamento Eleitoral, defende que a desistência apenas determinaria a invalidade da lista caso abrangesse mais de metade dos seus elementos, o que não aconteceu.
Dúvidas sobre isenção
Na reclamação apresentada no final da votação, Olga Pereira questiona ainda a isenção da decisão, uma vez que Paulo Viana integrava a lista A, encabeçada por João Granja, também candidata à Assembleia Distrital.
A militante é apoiante de Carlos Eduardo Reis, recentemente eleito presidente da Comissão Política Distrital de Braga.
Contactado, Paulo Viana optou por não prestar declarações adicionais sobre o caso.































