O Gil Vicente FC voltou aos triunfos ao vencer o AVES Futebol SAD por 3-0, em jogo da 28.ª jornada da I Liga, colocando fim a uma série de cinco encontros sem ganhar.
A equipa de Barcelos construiu uma vitória sólida, baseada na eficácia ofensiva e no controlo do jogo, com destaque para o avançado Gustavo Varela, que assinou dois dos golos da partida.
Entrada forte e vantagem ao intervalo
Os gilistas entraram dominadores e adiantaram-se cedo no marcador, aos 11 minutos, por intermédio de Gustavo Varela, após assistência de Luís Esteves. O conjunto orientado por César Peixoto manteve a pressão e ampliou a vantagem aos 34 minutos, com Murilo a aproveitar uma recarga na área.
Do outro lado, o AFS revelou dificuldades em organizar o seu jogo ofensivo e mostrou fragilidades defensivas, não conseguindo contrariar a superioridade minhota.
Confirmação na segunda parte
Após o intervalo, o AFS ainda tentou reagir, mas sem criar verdadeiro perigo. O Gil Vicente voltou a assumir o controlo da partida e acabou por fechar o resultado aos 80 minutos, com Gustavo Varela a bisar, após cruzamento de Zé Carlos.
Classificação e momento das equipas
Com este triunfo, o Gil Vicente reforça a candidatura aos lugares europeus, subindo provisoriamente ao quinto lugar, com 45 pontos, igualando o FC Famalicão.
Já o AFS agrava o seu momento negativo, somando o sexto jogo consecutivo sem vencer e sem marcar golos, permanecendo no último lugar da tabela, com apenas 11 pontos.
A equipa barcelense demonstrou eficácia, organização e ambição, enquanto o AFS continua a atravessar uma fase complicada na luta pela manutenção.
César Peixoto, na sala de imprensa: “Vitória justíssima e até curta para o que fizemos”
O treinador do Gil Vicente FC, César Peixoto, mostrou-se plenamente satisfeito com o triunfo por 3-0 frente ao AVS Futebol SAD, considerando que o resultado até peca por escasso face à exibição da equipa.
Exibição completa e domínio do jogo
Na análise ao encontro, o técnico destacou a consistência exibicional dos gilistas:
«Acho que foi um jogo muito completo da equipa e pouco permitimos ao Aves. Dominámos, criámos muitas situações de golo e podíamos ter feito mais. A equipa está de parabéns, mostrou personalidade e carácter e, por isso, acho que é uma vitória justíssima».
Peixoto sublinhou ainda o apoio dos adeptos como fator importante:
«É um prémio para os adeptos que compareceram em grande número e vieram ajudar. Mérito dos jogadores que acreditaram».
Resposta após série negativa
Depois de cinco jogos sem vencer, o treinador considerou que o regresso às vitórias era esperado:
«Vínhamos de uma fase diferente. Os indicadores foram sempre positivos e por isso era importante regressar às vitórias e manter a baliza a zero. É uma vitória que nos sabe bem, mas que não nos surpreende».
O técnico reforçou a consistência da época:
«Seguimos o nosso caminho, batemos muitos recordes, temos feito uma época fantástica e este resultado confirma o que temos feito».
Gestão da baliza
Sobre a troca de guarda-redes, explicou a aposta em Dani Figueira:
«Trouxemos o Lucão porque tem muito potencial, mas é a primeira vez na Europa e precisa de crescer. As coisas não estavam a correr da melhor forma. O Dani tem estado a trabalhar bem e decidimos colocá-lo a jogar. Acredito muito no coletivo».
Aposta na formação
César Peixoto destacou ainda a importância de dar oportunidades aos jovens:
«Ainda faltam seis jogos. Acreditamos no Weverson, é uma boa opção para o Konan. O Gil Martins tem estado muito bem nos sub-23, faz parte do projeto e mostrou que tem qualidade para estar connosco».
E deixou uma mensagem clara:
«Para mim, a idade é só um número. É importante que os miúdos saibam que, se as oportunidades surgirem, vão ser aproveitados».
O técnico reforça assim a aposta na formação e na meritocracia, num momento em que o Gil Vicente consolida uma das épocas mais consistentes dos últimos anos.
Na sala de imprensa, João Henriques admite exibição abaixo do habitual após derrota frente ao Gil Vicente
O treinador do AVES Futebol SAD, João Henriques, reconheceu que a sua equipa esteve longe do nível habitual na derrota frente ao Gil Vicente FC, sobretudo pela falta de agressividade na primeira parte.
Na conferência de imprensa, o técnico foi direto na análise ao jogo e apontou o desnível competitivo desde cedo:
«Hoje não fomos a equipa competitiva que temos vindo a ser. Na primeira parte estamos a perder por 2-0 porque não fomos suficientemente agressivos com e sem bola para discutir o jogo com o Gil. Sem agressividade e sem competência, é difícil igualar um jogo destes».
Primeira parte decisiva e reação insuficiente
João Henriques lamentou a entrada passiva da equipa, que acabou por condicionar todo o encontro:
«Entrámos no jogo com demasiada passividade».
Apesar de uma melhoria no segundo tempo, o técnico destacou um terceiro golo que acabou por fechar a discussão:
«Na segunda parte entrámos melhor, mas voltámos a sofrer um golo de banda desenhada, sem tirar o mérito ao Gil, e sentenciamos o jogo».
O treinador reconheceu ainda a superioridade do adversário em momentos-chave:
«O Gil Vicente venceu e venceu bem, foi melhor do que nós».
Bolas paradas e falta de agressividade
Henriques sublinhou também as dificuldades da sua equipa nas bolas paradas defensivas:
«O Gil foi muito forte nas bolas paradas porque não fomos agressivos a tirar a bola dessa zona».
Confiança apesar do desaire
Questionado sobre o impacto do resultado na confiança da equipa, o treinador rejeitou alarmismos:
«Não é por um jogo que vamos ficar descrentes. Hoje estivemos abaixo dos nossos limites e isso permite que sejamos uma equipa vulnerável».
Apesar da derrota, João Henriques reforçou que o foco está na resposta da equipa:
«Não estamos frustrados com o que vai acontecer na última jornada, mas com o que fizemos neste jogo».
Ficha de jogo
Jogo no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.
Gil Vicente – AVS, 3-0.
Ao intervalo: 2-0.
Marcadores
1-0, Gustavo Varela, 11 minutos.
2-0, Murilo, 34.
3-0, Gustavo Varela, 80.
Equipas
– Gil Vicente: Dani Figueira, Zé Carlos, Buatu, Espigares, Konan (Weverson Costa, 64), Cáseres (Zé Carlos, 64), Santi García, Luís Esteves (Martin, 75), Murilo (Gil Martins, 88), Gustavo Varela e Agustín Moreira (Joelson Fernandes, 76).
(Suplentes: Lucão, Zé Carlos Ferreira, Joelson Fernandes, Gil Martins, Hevertton Santos, Weverson Costa, Carlos Eduardo, Martin e Rodrigo Rodrigues).
Treinador: César Peixoto.
– AVS: Adriel, Aderllan Santos, Carlos Ponck (Diego Duarte, 46), Paulo Vítor, Mateus Pivô, Gustavo Mendonça, Pedro Lima, Leonardo Rivas (Kiki Afonso, 71), Tunde (Guilherme Neiva, 82), Tomané (Nenê, 82) e André Green (Óscar Perea, 71).
(Suplentes: Simão Bertelli, Óscar Perea, Nenê, Tiago Galletto, Diego Duarte, Guilherme Neiva, Kiki Afonso, Algobia e Devenish).
Treinador: João Henriques (substituído no banco por Armando Roriz, devido a castigo).
Árbitro: Luís Filipe (AF Lisboa).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Tomané (20), Espigares (45+2) e Zé Carlos Ferreira (87)
Assistência: 6.070 espetadores.
































