Com 59 anos e uma carreira marcada por funções de comando, operações policiais e cooperação internacional, o superintendente-chefe sucede a Luís Carrilho. A cerimónia de tomada de posse será presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Pedro Nuno Resende Melo Coelho de Moura será o novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), substituindo Luís Carrilho no cargo. A tomada de posse está marcada para terça-feira, 13 de outubro, às 19:00, no Salão Nobre do Ministério da Administração Interna (MAI).
A cerimónia será presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e contará com a presença do ministro da Administração Interna, Luís Neves, segundo anunciou esta sexta-feira o ministério.
Luís Carrilho deixará a direção nacional da PSP para assumir funções como oficial de ligação em Paris, sucedendo a Magina da Silva.
Uma carreira de mais de três décadas na PSP
Aos 59 anos, Pedro Moura exerce, desde 27 de maio de 2024, as funções de coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna.
Antes disso, foi chefe do Gabinete do diretor nacional da PSP, entre setembro de 2023 e maio de 2024, e diretor do Departamento de Operações, entre janeiro de 2022 e setembro de 2023. Foi promovido a superintendente-chefe em novembro de 2025.
Entre 2015 e 2022, dirigiu o Departamento de Armas e Explosivos da PSP, tendo anteriormente chefiado as divisões de Investigação e Fiscalização e de Armas e Munições daquele departamento.
O percurso inclui ainda funções como chefe da área operacional do Comando Metropolitano do Porto, entre 2010 e 2012, e chefe da Divisão de Policiamento e Ordem Pública da Direção Nacional, entre 2005 e 2008. Comandou também a Esquadra de Abrantes, entre 1992 e 1997, e desempenhou funções de ensino e coordenação na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas.
Experiência internacional no combate ao tráfico de armas
Pedro Moura participou em vários organismos internacionais ligados à segurança e ao combate à criminalidade organizada. Entre 2013 e 2018, integrou o grupo de especialistas em armas de fogo da Comissão Europeia e representou a PSP numa plataforma da Europol dedicada ao combate à criminalidade grave e organizada, na área das armas de fogo.
Presidiu ao Grupo Europeu de Peritos em Armas de Fogo e coordenou cursos da Agência da União Europeia para a Formação Policial (CEPOL) sobre tráfico de armas, entre 2015 e 2019.
Integrou igualmente um grupo de peritos governamentais das Nações Unidas dedicado à acumulação de excedentes de munições convencionais, tendo colaborado com a organização como consultor e formador.
Formação em Ciências Policiais
O futuro diretor nacional da PSP ingressou na Escola Superior de Polícia em 1987 e concluiu, em junho de 1992, o quarto Curso de Formação de Oficiais de Polícia.
É pós-graduado em Gestão Civil de Crises e frequentou o Curso de Estratégia e Direção Policial do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.
Ao longo da carreira, recebeu 12 louvores e várias condecorações nacionais e estrangeiras, incluindo duas medalhas de serviços distintos de ouro e duas de prata, a medalha de comportamento exemplar de ouro e uma medalha de distintivo branco da Guardia Civil de Espanha.
Pedro Moura assume a liderança da PSP num percurso profissional que combina experiência operacional, gestão policial e participação em iniciativas nacionais e internacionais de segurança.


































