Fábricas e lojas da Celeste vão a venda após insolvência de grupo histórico

lojas da Celeste

Credores aprovam liquidação para pagar dívidas de 15 milhões e salários em atraso a mais de 300 trabalhadores

A assembleia de credores da Celeste Actual aprovou, por unanimidade, a liquidação do património da empresa e o fim formal da sua atividade, num processo que visa saldar dívidas acumuladas e compensar trabalhadores e credores.

A decisão foi tomada no Tribunal de Comércio de Guimarães e surge após o pedido de insolvência do Grupo Celeste, apresentado a 11 de março. Embora o encerramento formal seja agora confirmado, a empresa já tinha cessado atividade nessa altura, deixando mais de 300 trabalhadores sem emprego.

O plano prevê a venda das fábricas localizadas em Guimarães e Vizela, bem como de imóveis associados às lojas, com o objetivo de gerar liquidez para pagamento das dívidas. Entre as prioridades estão os salários e subsídios em atraso aos trabalhadores, além de obrigações à Segurança Social e à Autoridade Tributária.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), existe a expectativa de que as unidades industriais sejam vendidas como estruturas autónomas e operacionais. Essa solução poderá permitir a retoma da atividade e a eventual recontratação de parte dos trabalhadores despedidos.

O Grupo Celeste, com mais de 50 anos de história no setor da panificação e pastelaria, acumulava cerca de 15 milhões de euros em dívidas a mais de uma centena de credores, num desfecho que marca o fim de uma referência regional e nacional na área alimentar.

O processo de venda dos ativos deverá decorrer nas próximas semanas, sendo apontado um prazo indicativo de cerca de 70 dias para a concretização das operações.

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