Cápsula Orion amarou no Pacífico ao fim de 10 dias e marcou o regresso de humanos à órbita lunar mais de 50 anos depois
A cápsula Orion, da missão Artemis II, regressou com sucesso à Terra ao amanhar no Oceano Pacífico, perto de San Diego, na Califórnia, concluindo uma viagem histórica de quase 10 dias no espaço. A amaragem ocorreu às 01h07 de sábado (hora de Portugal), conforme previsto, com a NASA a classificar a descida como “perfeita”.
A bordo seguiam quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — que protagonizaram a primeira missão tripulada nas proximidades da Lua em mais de meio século. Após a amaragem, a tripulação foi encaminhada para observação médica num navio da Marinha dos Estados Unidos.
Durante a reentrada na atmosfera, a cápsula enfrentou temperaturas extremas, na ordem dos 2.760 graus Celsius, num processo que durou cerca de 13 minutos e incluiu um período de silêncio nas comunicações devido ao plasma gerado em torno da nave. A descida foi estabilizada com a abertura de paraquedas, permitindo um impacto suave na água.
A missão percorreu mais de 1,1 milhões de quilómetros, incluindo duas órbitas à Terra e um sobrevoo lunar a cerca de 405 mil quilómetros de distância. Os astronautas atingiram ainda a maior distância alguma vez registada por seres humanos em relação ao planeta, ultrapassando o recorde da Apollo 13, estabelecido em 1970.
Além do feito técnico, a missão destacou-se também pela diversidade da tripulação: Christina Koch tornou-se a primeira mulher a completar uma órbita lunar, Victor Glover o primeiro astronauta negro, e Jeremy Hansen o primeiro não norte-americano a participar numa missão deste tipo.
A Artemis II representa um passo decisivo no programa da NASA que visa regressar à superfície lunar com astronautas já a partir de 2028, abrindo caminho para uma nova era de exploração espacial.



































