Pau Víctor marcou o único golo da partida e os minhotos aumentaram a vantagem sobre o quinto classificado, apesar de terem terminado o jogo reduzidos a 10 jogadores.
O SC Braga venceu este domingo o Arouca por 1-0, em encontro da 29.ª jornada da I Liga, e deu mais um passo importante na luta pelos lugares europeus. O único golo da partida foi apontado por Pau Víctor, aos 66 minutos, num jogo de fraca intensidade ofensiva e decidido já na segunda parte.
Depois de uma primeira metade pobre em ocasiões e muito disputada a meio-campo, os minhotos surgiram mais perigosos após o intervalo. Dorgeles esteve perto de inaugurar o marcador logo aos 47 minutos e, pouco depois, também o Arouca ameaçou, com Barbero a obrigar Hornicek a uma boa intervenção.
Carlos Vicens mexeu então na equipa e uma das alterações revelou-se decisiva. Lançado aos 63 minutos, Pau Víctor precisou de pouco tempo para deixar a sua marca, aproveitando uma bola na área após cruzamento de Tiknaz e um remate falhado de Fran Navarro. O avançado espanhol somou assim o sétimo golo no campeonato e o 12.º da temporada em todas as competições.
O encontro ganhou nova emoção aos 82 minutos, quando o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Arouca, depois de alerta do VAR, por falta de Gabri Martínez sobre Hyunju. O jogador bracarense viu o segundo cartão amarelo no lance e acabou expulso, mas Barbero desperdiçou a oportunidade de empatar ao atirar à barra.
Apesar dos minutos finais em inferioridade numérica, o SC Braga conseguiu segurar a vantagem e somou três pontos importantes, aumentando para cinco a distância em relação ao quinto classificado, ainda com um jogo em atraso. Já o Arouca, que vinha de duas vitórias consecutivas, travou essa série, mas continua instalado numa posição tranquila na tabela.
A vitória surge numa fase exigente para os arsenalistas, que estão também focados na segunda mão dos quartos de final da Liga Europa, frente ao Betis, depois do empate 1-1 registado em Braga.
Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após o triunfo (1-0) frente ao Arouca. O técnico diz que a «cabeça não esteve no jogo com o Betis».
Análise ao jogo
«Era um jogo importante para nós em muitos aspetos. Sabíamos que tínhamos de estar a um bom nível, se quiséssemos a vitória. Vínhamos de um grande esforço depois do jogo de quarta-feira, os jogadores vinham com fadiga acumulada e o jogo com o Arouca seria de grande exigência. Não foi um jogo brilhante, mas controlámos na primeira parte. Sabíamos que o jogo interior tinha de ser forte, tivemos muito controlo na primeira parte, depois a energia começou naturalmente a diminuir; fizemos as substituições, para não haver tanta flutuação. Depois, foi necessário sofrer um pouco. Canalizamos o esforço para a vitória, manter a baliza a zero. Mantivemos o foco, estou satisfeito, o esforço foi grande e vamos preparar-nos bem para o próximo jogo».
Tiknaz estreou-se
«Creio que vimos um Tiknaz a querer a bola, a estar bem, ajudou ter um jogador experiente ao lado [João Moutinho]. Em alguns momentos na primeira parte faltou alguma profundidade, teve algumas aparições de alguns minutos, na segunda parte notou-se menos energia, tinha jogado sequências de poucos minutos, esforçou-se para acabar bem o jogo, é um jogador esforçado e de luta, permaneceu em campo, dando tudo até ao final».
Cabeça no Betis ou rotatividade como maior fator para a exibição menos conseguida
«A cabeça não estava no Betis, estava no jogo de hoje. A equipa esforçou-se, lutou e conseguiu a vitória. A equipa esforçou-se, conseguimos a vitória e seguimos em frente».
Vítor Carvalho
«Tínhamos falado que o Vítor leva dois meses e meio sem competir. Foi, também, a primeira aparição depois da lesão, e por isso, gerimos dessa forma, fizemos a substituição, que estava prevista, para dar descanso ao jogador e não correr riscos».
Pau Víctor
«Sabemos o que o Pau Victor pode dar. Tem chegada à área, pensamos em refrescar o ataque, para ter dinamismo e mais ameaça à defesa rival. E também mais profundidade com a entrada do Gabri Martinez».
Vasco Seabra, treinador do Arouca, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após a derrota (1-0) frente ao Sp. Braga. O técnico diz estar «satisfeito» com a prestação da sua equipa na pedreira.
Análise ao jogo
«Creio que fizemos um jogo muito capaz, muito consistentes. A primeira parte foi difícil, o Braga dominou sem criar oportunidades, estávamos a ter dificuldade em ter bola, para fazer o Braga correr. Na segunda parte, desde início, começámos a dividir muito mais o jogo, a posse de bola, tivemos a primeira grande oportunidade, com o Barbero, ainda com o jogo zero a zero, na frente do Hornicek. Creio que na primeira oportunidade o Braga faz golo. Defrontámos uma excelente equipa, após sofrer o golo tivemos ainda um maior domínio, surge o penálti, mas não conseguimos fazer. Creio que, com o penálti, já depois dos oitenta minutos, e expulsão, podíamos ter forçado o triunfo, mas não conseguimos marcar. Saio satisfeito com o que os jogadores fizeram, mas insatisfeito com o resultado».
«O Braga tem um ritmo pausado, com muitos jogadores por dentro e largura máxima. Combinam e associam-se muito, a nossa equipa fez um trabalho extraordinário, difícil, a saltar e a voltar para trás. Um trabalho desgastante, quando ganhávamos a bola não a conseguíamos sair da pressão. Estávamos com dificuldade em encontrar esse espaço, nunca conseguimos montar o nosso jogo posicional. Na segunda parte isso já foi mais capaz, conseguimos roubar a bola mais cedo um pouco, retirando algum conforto ao Braga. É difícil tirar a bola ao Braga, é a equipa com mais posse da Liga».
Sem guarda-redes suplente
«Não [assustou]. Chegaram-me a perguntar antes do jogo, respondi que em mais de duzentos e tal jogos na Liga nunca se tinha lesionado nenhum guarda-redes, por isso não pensei nisso, nem fiquei preocupado. Logo no início da época o Vinarcik disputou a titularidade com o João [Valido], acabou por não jogar, mas era um guarda-redes que sentíamos que merecia uma oportunidade; tive confiança total nele. Os jogadores brincaram mais entre eles, quem iria à baliza, do que eu não me preocupar com isso».































