Novo espaço de restauração integra estratégia de valorização do equipamento e inclui investimento de meio milhão na reabilitação do edifício
O Theatro Circo prepara-se para dar nova vida a um dos seus espaços mais emblemáticos, com a reabertura do antigo Café Bristol, numa aposta que visa reforçar a experiência cultural e social no coração da cidade.
A iniciativa está a ser desenvolvida pela empresa municipal Faz Cultura, responsável pela gestão do equipamento, e pretende criar uma nova área de restauração acessível tanto ao público dos espetáculos como à comunidade em geral.
Um espaço histórico com nova função
O futuro Café Bristol ficará localizado na esquina do edifício, na Avenida da Liberdade, precisamente onde funcionou durante grande parte do século XX. Mais recentemente, o espaço acolheu um balcão do Banco BPI, antes de o imóvel ser adquirido pelo Município de Braga e posteriormente integrado na esfera da empresa municipal.
A reinterpretação deste espaço histórico pretende preservar a memória do local, ao mesmo tempo que o adapta às exigências contemporâneas, contribuindo para a dinamização do centro urbano.
Investimento na reabilitação do edifício
Paralelamente à criação do novo espaço de restauração, está também prevista a recuperação do telhado do teatro, uma intervenção essencial para resolver problemas de infiltrações. Esta obra representa um investimento na ordem dos 500 mil euros.
Segundo a gestão da Faz Cultura, parte significativa deste investimento será assegurada com recursos próprios, beneficiando do saldo financeiro positivo registado no último ano, impulsionado pela programação cultural associada à Capital Portuguesa da Cultura.
Projeto em desenvolvimento
O projeto de arquitetura para o novo Café Bristol encontra-se ainda em fase de preparação, não estando, para já, definido o orçamento final da intervenção. A expectativa é que a obra avance após a conclusão desta fase, permitindo devolver à cidade um espaço com forte valor simbólico e cultural.
Com esta iniciativa, Braga reforça a sua aposta na valorização dos equipamentos culturais, aliando preservação patrimonial a novas dinâmicas de fruição urbana.































