‘Bis’ do avançado brasileiro garante triunfo frente ao Casa Pia e aproxima gilistas do quinto lugar
O Gil Vicente FC regressou às vitórias ao bater o Casa Pia AC por 2-1, na 31.ª jornada da Primeira Liga, num encontro em que Murilo foi a grande figura ao assinar os dois golos dos minhotos.
O extremo brasileiro abriu o marcador aos 31 minutos, aproveitando uma oportunidade ao segundo poste, mas a vantagem foi anulada já em tempo de compensação da primeira parte. Cassiano, de grande penalidade, fez o 1-1 aos 45+7, devolvendo o equilíbrio ao marcador antes do intervalo.
Na segunda parte, a equipa orientada por César Peixoto entrou mais determinada e assumiu o controlo do jogo, encostando o adversário ao seu meio-campo e aumentando a pressão ofensiva. O domínio acabou por dar frutos aos 73 minutos, quando Murilo voltou a marcar, novamente da marca dos 11 metros, selando o resultado final.
Com este triunfo, o Gil Vicente soma agora 49 pontos e mantém-se no sexto lugar, ficando a apenas dois pontos do quinto classificado, o FC Famalicão, mantendo viva a ambição de alcançar um lugar nas competições europeias.
Já o Casa Pia prolonga a série negativa, somando o nono jogo consecutivo sem vencer. A formação lisboeta segue no 16.º posto, em zona de play-off de manutenção, com 26 pontos, vendo aumentar a pressão na luta pela permanência.
Apesar de uma entrada mais pressionante no encontro, a equipa visitante acabou por perder influência com o decorrer da partida, não conseguindo responder ao ascendente dos gilistas na segunda metade.
Até ao final, o Gil Vicente soube gerir a vantagem com segurança, controlando o ritmo de jogo e evitando situações de perigo junto da baliza de Dani Figueira, garantindo três pontos importantes numa fase decisiva da temporada.
César Peixoto, na sala de imprensa “Vitória justa e fundamental”:
Técnico valoriza triunfo frente ao Casa Pia e aponta confiança como chave para a reta final
O treinador do Gil Vicente FC, César Peixoto, considerou justa a vitória por 2-1 frente ao Casa Pia AC, sublinhando a importância do resultado para reforçar a confiança da equipa numa fase decisiva da temporada.
“Foi uma vitória justa. Nos primeiros 10 a 15 minutos sentimos algumas dificuldades, mas depois agarrámos o jogo”, afirmou o técnico, após a partida da 31.ª jornada da Primeira Liga.
O treinador destacou ainda a reação da equipa após o empate sofrido perto do intervalo, salientando a capacidade de resposta demonstrada na segunda parte. “Sofremos um penálti quando tínhamos o jogo perfeitamente controlado, mas conseguimos superar e a equipa surgiu mais confiante”, referiu.
Para César Peixoto, o triunfo era essencial depois de uma fase menos feliz em termos de resultados. “Era importante vencer, para dar confiança, porque nos últimos jogos o futebol não foi muito justo connosco. Foi um jogo difícil, mas até poderíamos ter feito o terceiro golo”, acrescentou.
O técnico elogiou ainda a atitude dos seus jogadores, destacando a resiliência e a crença até ao final. “A equipa deu uma boa resposta, nunca se desmotivou e nunca deixou de acreditar. Espero que este seja mais um passo nesta caminhada, porque acho que merecemos muito depois da época fantástica que estamos a fazer”, concluiu, reforçando a ambição de alcançar os objetivos traçados.
Do lado do Casa Pia, o treinador Álvaro Pacheco considerou que a sua equipa demonstrou maior vontade durante o encontro, apesar do desaire. “A equipa que teve mais querer foi o Casa Pia. Entrámos fortes e conseguimos tirar o Gil Vicente da sua zona de conforto”, afirmou.
Ainda assim, o técnico reconheceu falhas determinantes, sobretudo na segunda parte. “Num erro nosso acabámos por sofrer o segundo golo e, a partir daí, deixou de haver jogo. Culpa nossa, mas não só”, disse, mantendo, contudo, a confiança na luta pela permanência.
“Temos três finais pela frente e acredito que vamos conseguir. Temos de manter a tranquilidade e ser mais eficazes, sobretudo na finalização”, concluiu.
Na sala de imprensa, Álvaro Pacheco disse que a sua equipa foi superior e aponta detalhes como decisivos na derrota frente ao Gil Vicente
“Faltam três finais e vamos conseguir”: Álvaro Pacheco mantém fé na permanência
O treinador do Casa Pia AC, Álvaro Pacheco, mostrou-se confiante na permanência na Primeira Liga, apesar da derrota frente ao Gil Vicente FC, garantindo que a equipa “vai conseguir” atingir o objetivo.
Na conferência de imprensa após o encontro, o técnico foi claro na análise: “A equipa que teve mais vontade e que foi melhor em campo foi o Casa Pia. Entrámos muito fortes frente a um Gil Vicente que está a fazer um bom campeonato e conseguimos levá-los para o jogo que queríamos”.
Apesar do bom início e da capacidade de resposta ao golo sofrido, Álvaro Pacheco reconheceu que alguns fatores acabaram por influenciar o desfecho. “Há situações que nos tiram o foco. O Gil foi uma vez à baliza e marcou, mas demos uma grande resposta e chegámos ao empate. Na segunda parte, com o desgaste do jogo a meio da semana, começou a faltar frescura física e, depois de um erro nosso, sofremos o segundo golo”, explicou.
O treinador apontou ainda o que considera ter sido uma quebra no ritmo da partida na fase final. “Depois, com o antijogo da outra equipa, deixou de haver jogo”, criticou.
“Estamos numa posição difícil, mas acredito”
Consciente da situação delicada na tabela classificativa, o técnico não escondeu responsabilidades, mas reforçou a crença no grupo. “Estamos numa posição difícil, culpa nossa, mas não só. Eu acredito. Temos três finais pela frente e, mesmo com muitas dificuldades, o Casa Pia vai conseguir”, afirmou.
Álvaro Pacheco destacou ainda a importância emocional dos próximos encontros, começando já pelo duelo frente ao CD Tondela. “Temos uma final no domingo e temos de a jogar com estabilidade emocional”, sublinhou.
Arbitragem e detalhes fizeram a diferença
O técnico referiu também alguns lances que, no seu entender, condicionaram a equipa. “Há pequenas coisas que fazem a diferença. Na primeira falta do Casa Pia há logo cartão amarelo. O Cassiano leva uma cotovelada quando ia isolado. São pormenores que enervam”, apontou.
Ainda assim, preferiu valorizar o desempenho global da equipa frente a adversários que lutam por objetivos distintos. “Jogámos contra equipas como o Sp. Braga e o Gil Vicente, que têm outras ambições, e a nossa prestação foi boa. Temos de ser mais resilientes”, reforçou.
Confiança no ataque e em Cassiano
Sobre o regresso aos golos de Cassiano, o treinador destacou a importância da confiança no setor ofensivo. “O importante é sentir que a equipa está a criar oportunidades. Os jogadores têm de estar tranquilos e confiar no trabalho coletivo”, concluiu.
Ficha de jogo
Jogo no Estádio Cidade Barcelos, em Barcelos.
Gil Vicente – Casa Pia, 2-1.
Ao intervalo: 1-1.
Marcadores
1-0, Murilo, 31 minutos.
1-1, Cassiano, 45+7 (grande penalidade).
2-1, Murilo, 73 (grande penalidade).
Equipas
– Gil Vicente: Dani Figueira, Zé Carlos, Elimbi, Buatu, Mutombo (Hevertton Santos, 82), Zé Carlos Ferreira (Espigares, 87), Santi García, Luís Esteves, Murilo (Sergio Bermejo, 87), Héctor Hernández (Gustavo Varela, 61) e Martín Fernández (Agustín Moreira, 61).
(Suplentes: Lucão, Hevertton Santos, Espigares, Zé Carlos Ferreira, Sergio Bermejo, Gustavo Varela, Joelson Fernandes, Carlos Eduardo e Agustín Moreira).
Treinador: César Peixoto.
– Casa Pia: Patrick Sequeira, João Goulart, David Sousa, André Geraldes, Larrazabal, Mohamed (Sebastián Pérez, 85), Rafael Brito, Pedro Rosas (Abdu Conté, 74), Livolant (Clau Mendes, 86), Cassiano (Lawrence Ofori, 85) e João Marques (Dailon Livramento, 74).
(Suplentes: Mandic, Kevin Prieto, Khaly, Abdu Conté, Sebastián Pérez, Lawrence Ofori, Clau Mendes, Tiago Morais e Dailon Livramento).
Treinador: Álvaro Pacheco.
Árbitro: Bruno Costa (AF Viana do Castelo).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Rafael Brito (26), Zé Carlos (45+4), Zé Carlos Ferreira (62), Pedro Rosas (70), André Geraldes (78), Dani Figueira (89) e Espigares (90+4).
Assistência: 6.439 espetadores.































