Coindu avança com ‘lay-off’ para quase 500 trabalhadores em Famalicão

Coindu

Empresa de componentes automóveis instalada em Joane justifica decisão com crise no setor automóvel europeu e conjuntura económica internacional

A empresa Coindu vai colocar em regime de ‘lay-off’ cerca de 500 trabalhadores da unidade de Vila Nova de Famalicão, numa decisão que volta a levantar preocupações em torno da situação do setor automóvel nacional.

Segundo avança a rádio Cidade Hoje, a medida abrange 493 colaboradores da fábrica localizada em Joane e terá sido comunicada internamente aos trabalhadores durante a segunda-feira.

Crise automóvel continua a afetar indústria

De acordo com a mesma fonte, a decisão surge na sequência da crise que continua a afetar a indústria automóvel europeia, num contexto marcado por dificuldades económicas e instabilidade internacional.

Entre os fatores apontados estarão:

  • desaceleração do mercado automóvel europeu;
  • pressão regulatória;
  • transição tecnológica do setor;
  • aumento dos custos de produção;
  • instabilidade geopolítica internacional.

A empresa terá referido uma “conjugação de fatores económicos, ambientais, regulatórios, tecnológicos e geopolíticos” para justificar o recurso ao mecanismo de redução temporária da atividade.

Empresa já tinha avançado com despedimentos coletivos

A decisão surge poucos meses depois de a Coindu ter avançado com dois processos de despedimento coletivo, numa altura em que o setor automóvel atravessa um período particularmente difícil.

Em finais de 2024, a empresa encerrou também a unidade instalada em Arcos de Valdevez, decisão que provocou a perda de cerca de 350 postos de trabalho.

O novo ‘lay-off’ em Joane volta agora a aumentar a preocupação entre trabalhadores e comunidade local, tendo em conta o peso da empresa no tecido industrial da região.

Setor automóvel vive período de transformação

A indústria automóvel europeia continua a enfrentar um período de profunda transformação, impulsionado pela transição para veículos elétricos, pelas exigências ambientais e pela redução da procura em alguns mercados estratégicos.

Nos últimos meses, várias empresas fornecedoras do setor têm anunciado medidas de contenção, reestruturações e cortes de produção, refletindo o atual clima de incerteza económica.

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