Suspeito de burlas milionárias detido pela PJ de Braga fica em prisão preventiva

Operação “Click&Go” levou à detenção de cidadão estrangeiro em Lisboa por crimes de branqueamento e abuso de dados bancários

O cidadão estrangeiro detido pela Polícia Judiciária de Braga no âmbito da operação “Click&Go” vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Braga, por decisão do Tribunal de Fafe.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Braga, permitiu identificar um suspeito fortemente indiciado pelos crimes de branqueamento de capitais e abuso de cartão, dispositivo ou dados de pagamento.

Suspeito utilizava dados bancários para adquirir bens de elevado valor

Segundo a PJ, o homem terá obtido de forma ilícita dados bancários pertencentes a uma entidade, utilizando posteriormente essas informações para adquirir diversos bens de elevado valor económico.

As autoridades acreditam que os artigos comprados eram depois introduzidos em circuitos de revenda, numa tentativa de ocultar a origem ilícita dos lucros obtidos através da atividade criminosa.

A detenção ocorreu em Lisboa, após a PJ ter reunido informações de que o suspeito, que se encontrava em situação irregular em território nacional e sem atividade profissional conhecida, poderia abandonar rapidamente o hotel onde estava instalado temporariamente.

Risco de fuga acelerou intervenção policial

De acordo com a investigação, existia um sério risco de fuga para o estrangeiro, situação que poderia comprometer tanto a recolha de prova como o avanço do inquérito criminal.

A operação policial incluiu duas buscas domiciliárias, das quais resultou a apreensão de vários elementos considerados relevantes para a investigação, nomeadamente:

  • Equipamentos informáticos;
  • Material de telecomunicações;
  • Documentação bancária;
  • Quantias monetárias.

Investigação prossegue sob coordenação do Ministério Público de Fafe

O processo continua agora sob investigação, com as autoridades a procurarem esclarecer totalmente os factos e apurar a eventual existência de outros envolvidos no esquema criminoso.

O inquérito é titulado pelo Ministério Público de Fafe.

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