Quebra nas encomendas e crescente concorrência asiática levam empresa metalomecânica a reduzir quadro de pessoal pela primeira vez em quatro décadas
A empresa do Grupo ROQ do setor da metalomecânica, sediada em Vila Nova de Famalicão, avançou com o despedimento coletivo de 55 trabalhadores, uma decisão justificada pela diminuição significativa das encomendas e pelo impacto da crescente concorrência proveniente dos mercados asiáticos.
Trata-se de uma medida inédita na história da empresa, que, ao longo de 40 anos de atividade, nunca tinha recorrido a um processo de despedimento coletivo.
Queda da procura obriga à reestruturação
A administração explica que a decisão surge na sequência de uma quebra acentuada da carteira de encomendas, agravada pela forte pressão competitiva exercida por fabricantes asiáticos, que têm vindo a conquistar uma fatia crescente do mercado internacional através de preços mais reduzidos.
Este contexto levou a empresa a avançar com um processo de reestruturação destinado a ajustar a dimensão da organização à atual realidade económica e produtiva.
Medida visa garantir a sustentabilidade da empresa
Segundo a administração, o despedimento coletivo integra uma estratégia de estabilização financeira, procurando assegurar a continuidade da atividade e preservar a viabilidade da empresa a médio e longo prazo.
A redução do número de trabalhadores é apresentada como uma decisão difícil, mas considerada necessária para responder aos desafios colocados pela desaceleração da procura e pela concorrência internacional.
Primeira vez em 40 anos
Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos anos, esta é a primeira ocasião, desde a fundação da empresa, há quatro décadas, em que é desencadeado um despedimento coletivo.
A decisão evidencia os desafios que continuam a afetar a indústria transformadora portuguesa, particularmente os setores mais expostos à concorrência internacional e à volatilidade dos mercados.
Setor enfrenta desafios crescentes
A metalomecânica portuguesa tem vindo a enfrentar um contexto particularmente exigente, marcado pela redução da procura em vários mercados europeus, pelo aumento dos custos de produção e pela crescente competitividade das empresas asiáticas.
Perante este cenário, muitas empresas têm sido obrigadas a reorganizar a sua atividade, procurando garantir a sustentabilidade financeira sem comprometer a capacidade de responder a uma eventual recuperação do mercado.






























