Análise do idealista revela redução da disponibilidade de habitação para arrendamento na cidade de Braga, enquanto o distrito apresenta um aumento de 7% na oferta durante o segundo trimestre de 2026
A oferta de casas para arrendar na cidade de Braga diminuiu 5% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo uma análise divulgada pelo portal imobiliário idealista.
Apesar da quebra registada na capital minhota, o panorama ao nível do distrito é distinto: a oferta de imóveis para arrendamento aumentou 7%, refletindo uma evolução mais positiva fora da cidade.
Braga entre as cidades onde a oferta diminuiu
De acordo com o estudo, Braga integra o grupo restrito de seis capitais de distrito e regiões autónomas onde o número de habitações disponíveis para arrendamento recuou durante o último ano.
As maiores reduções verificaram-se em:
- Coimbra: -58%;
- Porto: -52%;
- Lisboa: -27%;
- Leiria: -9%;
- Portalegre: -8%;
- Braga: -5%.
A análise evidencia que os principais centros urbanos continuam a enfrentar uma diminuição da oferta habitacional disponível para arrendamento.
Funchal e Viana do Castelo lideram aumentos
Em sentido inverso, várias cidades registaram um crescimento expressivo do número de imóveis disponíveis.
Os maiores aumentos foram observados em:
- Funchal: +58%;
- Viana do Castelo: +57%;
- Vila Real: +50%;
- Ponta Delgada: +44%.
Distrito de Braga apresenta evolução positiva
Embora a cidade de Braga tenha registado uma redução da oferta, o conjunto do distrito revelou um comportamento diferente.
Segundo o idealista, a oferta de casas para arrendar no distrito cresceu 7%, integrando o grupo dos 14 distritos e regiões autónomas onde o mercado de arrendamento registou um aumento da disponibilidade.
Os maiores crescimentos foram registados em:
- Beja: +65%;
- Região Autónoma da Madeira: +50%;
- Bragança: +44%.
Já as maiores reduções verificaram-se nos distritos de:
- Coimbra: -49%;
- Porto: -42%.
Pressão continua nos grandes centros urbanos
Citado pelo idealista, o porta-voz da plataforma, Ruben Marques, explica que as variações percentuais mais elevadas registadas em mercados de menor dimensão nem sempre correspondem a um aumento expressivo do número de imóveis disponíveis.
Segundo o responsável, a principal preocupação continua centrada nas grandes cidades, onde a oferta de habitação para arrendamento permanece insuficiente para responder à procura.
Esta realidade mantém a pressão sobre o mercado, contribuindo para uma menor disponibilidade de imóveis e para a persistência das dificuldades de acesso ao arrendamento nos principais centros urbanos, entre os quais Braga.
































