Uma nova polémica envolve o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), depois de a Comissão de Trabalhadores denunciar a retirada de cerca de 100 ambulâncias do dispositivo operacional, uma medida que, segundo os representantes dos trabalhadores, poderá comprometer a capacidade de resposta da emergência pré-hospitalar e levar à convocação de uma greve já durante o mês de agosto.
De acordo com a Comissão de Trabalhadores, a redução dos meios afetará 71 municípios, entre os quais Lisboa e Porto, aumentando a pressão sobre as corporações de bombeiros e as delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, com um consequente acréscimo do risco para os utentes que necessitem de assistência urgente.
Os representantes dos trabalhadores alertam que a diminuição do número de ambulâncias poderá traduzir-se em tempos de resposta mais elevados e numa maior sobrecarga dos restantes meios de socorro.
Confrontado com as críticas, o INEM rejeita as acusações e garante que não está em curso qualquer desmantelamento do dispositivo nacional de emergência médica. O instituto assegura que a reorganização dos meios faz parte da gestão operacional e que a capacidade de resposta à população continuará salvaguardada.
A divergência entre a Comissão de Trabalhadores e a administração do INEM poderá intensificar-se nos próximos dias, estando em cima da mesa a possibilidade de uma paralisação durante o mês de agosto, caso não seja alcançado um entendimento entre as partes.



































