Um forte sismo de magnitude 7,4 atingiu durante a madrugada de segunda-feira uma região produtora de café no oeste da Colômbia, provocando pelo menos 169 mortos e 1.200 feridos.
As operações de socorro entraram esta terça-feira no segundo dia, com equipas de emergência, polícias, militares e voluntários a procurar sobreviventes entre os escombros de edifícios e habitações destruídas. As autoridades admitem que o número de vítimas mortais possa aumentar.
O sismo, considerado um dos mais fortes registados na Colômbia nas últimas décadas, provocou danos graves em várias cidades, entre as quais Cali, Pereira e Manizales.
Edifícios destruídos e hospital atingido
Em Cali, terceira maior cidade da Colômbia, com cerca de 2,2 milhões de habitantes, foram registadas pelo menos 85 mortes. Dezenas de edifícios ficaram destruídos ou em situação de instabilidade, levando muitos moradores a abandonar as suas casas e permanecer nas ruas.
Um dos hospitais da cidade sofreu também danos significativos, com vários pisos superiores, incluindo áreas destinadas a cuidados pediátricos, a ruírem. Alguns doentes ficaram presos no interior, enquanto cerca de 600 pessoas foram obrigadas a sair do hospital e a permanecer numa rua coberta de destroços.
Em Pereira, vários edifícios de vários pisos ficaram reduzidos a escombros.
Já em Manizales, o sismo provocou a destruição de uma das torres de uma catedral histórica, aumentando a dimensão dos danos no património da cidade.
Equipas procuram sobreviventes
Durante toda a noite, as equipas de emergência trabalharam com escavadoras e, em alguns casos, apenas com as próprias mãos, numa corrida contra o tempo para encontrar pessoas ainda presas nos escombros.
Perante a dimensão dos estragos e o risco de novos incidentes, as autoridades de Cali, Pereira e Manizales decretaram recolher obrigatório.
As operações de busca e salvamento continuam, enquanto as autoridades avaliam os danos provocados pelo sismo e tentam localizar pessoas que permanecem desaparecidas.



































