Portuguesa está entre os desaparecidos após devastadoras inundações no Nepal

Cidadã portuguesa encontrava-se num grupo junto ao posto fronteiriço com o Tibete, do lado nepalês, quando uma inundação relâmpago atingiu a região. Tragédia já provocou pelo menos 95 mortos e deixou centenas de desaparecidos.

Portuguesa desaparecida após inundação relâmpago

Uma cidadã portuguesa está entre as centenas de pessoas dadas como desaparecidas na sequência das inundações registadas esta quarta-feira no Nepal, na região junto à fronteira com o Tibete.

A informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que acompanha a situação através dos canais diplomáticos.

De acordo com a informação transmitida pelo MNE, a cidadã portuguesa “encontrava-se num grupo, no posto fronteiriço do lado do Nepal”, quando a região foi atingida pela inundação.

Sismo terá desencadeado deslizamento de terras

A tragédia ocorreu durante a manhã desta quarta-feira, numa zona do norte do Nepal próxima da fronteira com o Tibete.

Segundo as informações disponíveis, um sismo registado às 8h37 locais, 3h52 em Lisboa, terá sido seguido por um deslizamento de terras. Na sequência desses acontecimentos, uma inundação relâmpago atingiu várias localidades da região, provocando destruição e arrastando pessoas e veículos.

A violência das águas surpreendeu dezenas de pessoas que se encontravam na zona fronteiriça e que deveriam atravessar para o Tibete durante o dia.

Pelo menos 95 mortos e centenas de desaparecidos

O balanço mais recente das autoridades nepalesas aponta para pelo menos 95 mortos e centenas de desaparecidos, sendo que entre as vítimas e desaparecidos estão vários turistas estrangeiros.

As operações de busca e salvamento decorrem numa área de acesso particularmente difícil, com as equipas de emergência a procurarem sobreviventes e pessoas que permanecem sem contacto com familiares ou autoridades.

A presença de cidadãos de várias nacionalidades na região está também a mobilizar os respetivos serviços diplomáticos.

Turistas de várias nacionalidades entre os desaparecidos

Além da cidadã portuguesa, estão entre os desaparecidos turistas indianos, malaios, espanhóis, norte-americanos e britânicos, entre outras nacionalidades.

Muitos dos turistas encontravam-se na região precisamente com o objetivo de atravessar a fronteira para o Tibete, viagem que ficou interrompida devido à catástrofe.

A dimensão do desastre e as dificuldades de acesso à zona afetada tornam ainda incerto o número final de vítimas.

China também regista vítimas

Do lado chinês da fronteira, a televisão estatal CCTV avançou, citando a agência espanhola EFE, que pelo menos três pessoas morreram e 265 foram dadas como desaparecidas.

O presidente chinês, Xi Jinping, determinou entretanto que fosse atribuída prioridade máxima às operações de socorro e resgate das vítimas da tragédia.

As autoridades dos dois países mantêm operações de emergência na região, enquanto prosseguem os esforços para localizar os desaparecidos.

MNE acompanha situação da cidadã portuguesa

A confirmação de uma cidadã portuguesa entre os desaparecidos acrescenta uma dimensão internacional à tragédia e está a ser acompanhada pelas autoridades portuguesas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros mantém-se em contacto com as entidades locais para procurar obter informações sobre o paradeiro da cidadã e sobre a evolução das operações de busca.

Para já, permanecem por esclarecer as circunstâncias concretas em que ocorreu o desaparecimento da portuguesa e o estado das restantes pessoas que integravam o grupo junto ao posto fronteiriço.

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