Uma massa de ar quente e seco vai atingir a Península Ibérica e provocar uma subida acentuada das temperaturas. IPMA admite que o episódio possa configurar uma onda de calor em grande parte do país.
O verão parece estar de regresso ao Minho. A partir de sábado, as temperaturas vão subir de forma gradual e Braga poderá atingir os 36 graus, devido à entrada de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica.
A previsão é do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que aponta para vários dias de temperaturas acima dos valores habituais para esta altura do ano.
Anticiclone traz ar quente e seco
De acordo com o IPMA, a subida das temperaturas está relacionada com a influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores.
Este sistema estende-se em crista até ao Golfo da Biscaia, favorecendo o transporte de uma massa de ar de origem continental, caracterizada por ser quente e seca, em direção à Península Ibérica.
O resultado será uma subida gradual dos termómetros a partir de sábado, com temperaturas máximas superiores a 30 graus em grande parte do território continental.
Em algumas zonas do país, sobretudo no Alentejo e Vale do Tejo, os termómetros poderão aproximar-se dos 38 graus.
Braga pode chegar aos 36 graus
No Minho, os valores serão igualmente elevados para a segunda metade de setembro.
Braga poderá atingir os 36 graus, num episódio de calor que deverá prolongar-se por vários dias.
Apesar de as temperaturas previstas não serem tão elevadas como as registadas durante alguns dos períodos de calor deste verão, o IPMA salienta que estarão substancialmente acima dos valores médios habituais para a segunda quinzena de setembro.
Também as temperaturas mínimas deverão subir, sendo possível que algumas regiões do país registem noites particularmente quentes.
IPMA admite onda de calor
A duração do episódio é, segundo o instituto, um dos aspetos mais relevantes da previsão.
O IPMA considera existir uma elevada probabilidade de este período de tempo quente vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território nacional.
A definição meteorológica de onda de calor exige que, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária seja superior em cinco graus Celsius ao valor médio das temperaturas máximas para o período de referência.
Assim, apesar de o pico de temperaturas não dever ultrapassar os valores extremos registados no verão, o prolongamento do calor poderá transformar este episódio numa onda de calor já em setembro.






























