SC Braga deixa escapar vantagem e perde com o Sporting após reviravolta na pedreira

Golo de Huseinbasic colocou os minhotos em vantagem, mas Luis Suárez, um autogolo de Bernardo Fontes e Rodrigo Zalazar deram a vitória aos leões por 1-3. O uruguaio marcou frente à antiga equipa depois de entrar na segunda parte.

O SC Braga perdeu esta sexta-feira por 1-3 frente ao Sporting, na oitava jornada da I Liga, depois de ter chegado ao intervalo em vantagem. Os minhotos não conseguiram segurar o resultado e acabaram por sofrer três golos na segunda parte, num encontro em que Rodrigo Zalazar, antigo jogador dos arsenalistas, foi decisivo para a reviravolta leonina.

A equipa bracarense chegou ao descanso a vencer por 1-0, graças a um remate de Denis Huseinbasic, aos 41 minutos, que terminou na baliza de Rui Silva após a bola embater no poste e nas costas do guarda-redes do Sporting.

O encontro começou equilibrado, com poucas oportunidades claras durante a primeira parte. Aos 19 minutos, Vagiannidis surgiu isolado perante Bernardo Fontes, mas o guarda-redes do SC Braga evitou o golo. Cinco minutos depois, Geny Catamo cruzou para a área e a bola, desviada por Vítor Carvalho, embateu no ferro da baliza minhota.

Do lado bracarense, Gabriel Silva teve uma boa oportunidade aos 37 minutos, depois de ultrapassar Fresneda, mas não conseguiu finalizar perante Rui Silva.

A eficácia acabou por sorrir aos minhotos perto do intervalo, quando Huseinbasic aproveitou o espaço concedido pela defesa leonina para rematar de fora da área e colocar o SC Braga em vantagem.

Sporting dá a volta após entrada de Zalazar e Suárez

O SC Braga entrou melhor na segunda parte e esteve perto de ampliar a vantagem. Aos 48 minutos, Pau Víctor rematou muito perto do poste, com Rui Silva aparentemente batido. Pouco depois, Gabriel Silva voltou a ameaçar, mas Gonçalo Inácio conseguiu travar a iniciativa.

Aos 60 minutos, Rui Borges mexeu na equipa e lançou Luis Suárez, Rodrigo Zalazar e Maxi Araújo. As alterações tiveram impacto imediato no rumo da partida.

Aos 66 minutos, Irankunda trabalhou pela esquerda e cruzou para Luis Suárez, que apareceu na área para cabecear para o empate.

Cinco minutos depois, o Sporting chegou à vantagem num lance infeliz para os arsenalistas. Zalazar arrancou pela direita e rematou rasteiro, com a confusão junto à linha de golo a terminar num autogolo de Bernardo Fontes.

O uruguaio, que regressou a Braga como adversário e foi assobiado por alguns adeptos da casa, voltou a marcar perto do final. Depois de conduzir a bola desde antes do meio-campo, Zalazar entrou na área e rematou para o 1-3, beneficiando ainda de um desvio.

O jogador não festejou o golo frente à antiga equipa, mas acabou por sair lesionado, sendo substituído por João Simões.

Braga continua no grupo dos quintos

Nos minutos finais, o Sporting ainda passou por alguns momentos de aperto. Maxi Araújo esteve perto de marcar na própria baliza e, já nos descontos, Rui Silva brilhou com duas intervenções consecutivas para negar o golo a Jonas Wind e, na recarga, a Mario Dorgeles.

Com este resultado, o Sporting subiu provisoriamente ao segundo lugar da I Liga, com 18 pontos, ficando à espera do resultado do Benfica, que recebe o Vitória SC no domingo. O FC Porto liderava com 21 pontos à entrada para esta jornada.

O SC Braga mantém-se no grupo dos quintos classificados, com 11 pontos e um jogo em atraso, depois de desperdiçar a vantagem construída na primeira parte e permitir a reviravolta dos leões em casa.

Declarações de Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga após a derrota (1-3) na receção ao Sporting.

Carlos Vicens pede «cabeça fria» após derrota do SC Braga e contestação dos adeptos

Treinador arsenalista reconhece falta de eficácia nas áreas e admite que a equipa tem desperdiçado oportunidades ao longo da época. Lenços brancos nas bancadas marcaram o descontentamento dos adeptos após o desaire por 1-3 frente ao Sporting.

Carlos Vicens pediu «cabeça fria» para analisar a derrota do SC Braga frente ao Sporting, por 1-3, na oitava jornada da I Liga. No final do encontro, disputado no Estádio Municipal de Braga, o treinador espanhol reconheceu a desilusão com o resultado e considerou que a falta de eficácia voltou a penalizar a equipa, numa noite em que os adeptos manifestaram o seu descontentamento e exibiram lenços brancos.

Na análise ao jogo, o técnico destacou a atitude da equipa durante a primeira parte, em que os arsenalistas conseguiram colocar-se em vantagem, apesar da pressão alta exercida pelo Sporting.

«Acho que a equipa demonstrou, desde o início, que queria entrar em campo para ganhar», afirmou, sublinhando que os minhotos procuraram sempre encontrar soluções para atacar e também conseguiram criar dificuldades ao adversário através da pressão.

O SC Braga chegou ao intervalo a vencer por 1-0, mas não conseguiu manter a vantagem na segunda parte. Para Vicens, a equipa procurou chegar ao segundo golo, consciente de que uma margem mínima seria insuficiente perante a qualidade individual dos jogadores leoninos.

«Não estávamos satisfeitos com uma vantagem mínima, porque sabíamos que estávamos a jogar contra uma equipa com individualidades capazes de resolver o jogo», explicou.

O treinador considerou que os arsenalistas estiveram perto de ampliar a vantagem, mas acabaram por sofrer o empate numa fase em que a equipa já revelava algum desgaste físico.

«Depois, numa sequência defensiva em que a equipa já começava a acusar alguma falta de energia, devido ao esforço realizado, sofremos um golo que constituiu um golpe psicológico importante», reconheceu.

O Sporting aproveitou o momento para consumar a reviravolta e acabou por marcar mais dois golos, deixando o SC Braga sem pontos.

«No final, o futebol depende da eficácia nas áreas e, nesse aspeto, o Sporting foi melhor do que nós», admitiu Carlos Vicens.

«Falta-nos transformar em golos» as oportunidades

A falta de eficácia voltou a ser apontada pelo treinador como um dos problemas da equipa ao longo da temporada. Apesar das oportunidades criadas, os arsenalistas continuam a revelar dificuldades na finalização.

«Esta tem sido, de certa forma, a história da nossa época: falta-nos transformar em golos a quantidade de vezes que chegamos à área adversária», afirmou.

Vicens explicou ainda que a equipa procurou corrigir alguns aspetos ao intervalo para contrariar a marcação do Sporting, que descreveu como praticamente homem a homem. Na segunda parte, o SC Braga conseguiu explorar esses ajustes e criar situações para chegar ao segundo golo.

O técnico lamentou, contudo, a precipitação no último momento das jogadas, associando-a à falta de confiança que considera evidente nos últimos encontros.

«Temos de seguir a melhorar os detalhes, o acerto no último terço, acabar as jogadas em remate», defendeu.

Contestação dos adeptos é «normal»

A exibição e o resultado motivaram uma reação de descontentamento nas bancadas, com adeptos a exibirem lenços brancos. Questionado sobre a contestação, Carlos Vicens considerou que a reação é compreensível perante a falta de vitórias.

«A contestação dos adeptos é normal, porque não estamos a ganhar. Enquanto treinador tenho de ter a cabeça fria para tomar decisões», declarou.

O treinador garantiu que a equipa vai continuar a trabalhar para melhorar o rendimento e aumentar a eficácia nas zonas decisivas do campo.

«Quem viu o Braga dos últimos quinze meses sabe que vai encontrar um Braga a querer ganhar, a jogar alto no campo», afirmou, defendendo a continuidade da identidade de jogo da equipa.

Vicens acrescentou que o objetivo passa por analisar os erros, tomar decisões e retirar o máximo rendimento possível do plantel, sem abandonar o processo de trabalho.

Declarações de António Salvador tiveram influência?

Questionado sobre a possibilidade de declarações recentes do presidente António Salvador terem contribuído para a reação dos adeptos, o treinador espanhol disse não saber se existiu essa relação.

«Não sei se o que o presidente disse teve influência. Em Braga trabalhamos para ganhar jogos, a nossa ambição faz-nos querer enfrentar todos os jogos para ganhar e, quando não ganhas, ficas dececionado», afirmou.

Apesar da desilusão com o desfecho do encontro, Carlos Vicens insistiu na necessidade de manter a serenidade e corrigir os aspetos que têm condicionado os resultados.

«Cabeça fria, analisar o que temos de melhorar e tomar decisões para tirar o máximo de rendimento possível ao plantel», concluiu.

Rui Borges, em conferência de imprensa, após vitória do Sporting por 3-1 sobre o SC Braga.

Rui Borges deixa aviso após vitória em Braga: «Queremos muito lutar pelo campeonato»

Treinador do Sporting rejeita que o triunfo por 3-1 seja uma resposta aos críticos e destaca a importância de regressar às vitórias para não deixar fugir FC Porto e Benfica. Técnico elogiou o espírito coletivo e o impacto dos jogadores que entraram na segunda parte.

Rui Borges assumiu a ambição do Sporting na luta pelo título nacional depois da vitória por 3-1 frente ao SC Braga, na noite desta sexta-feira, na oitava jornada da I Liga. No Estádio Municipal de Braga, os leões deram a volta ao resultado na segunda parte e regressaram aos triunfos no campeonato, após dois empates consecutivos.

No final do encontro, o treinador leonino afastou a ideia de que a vitória tenha servido para responder às críticas e sublinhou que o principal objetivo era recuperar os três pontos e impedir que os rivais diretos aumentassem a vantagem na classificação.

«Não é resposta para os críticos. É resposta para nós próprios», afirmou Rui Borges, reforçando a ambição da equipa: «Queremos muito lutar pelo campeonato.»

O técnico reconheceu que a primeira parte ficou marcada por alguma falta de eficácia e más decisões no momento da finalização, apesar das oportunidades criadas pelo Sporting. Na sua perspetiva, os leões justificavam estar em vantagem ao intervalo, altura em que perdiam por 1-0 devido ao autogolo de Rui Silva.

«Era um resultado bastante injusto ao intervalo. Se houvesse alguém a ganhar na primeira parte, tinha de ser o Sporting», considerou.

Mudanças na segunda parte fizeram a diferença

Rui Borges destacou a reação da equipa após o intervalo, apesar de reconhecer que o SC Braga entrou melhor e dispôs de duas oportunidades claras para ampliar a vantagem.

A partir daí, o Sporting aumentou a intensidade, pressionou mais e conseguiu condicionar a construção dos minhotos. As entradas de Luis Suárez, Rodrigo Zalazar e Maxi Araújo revelaram-se determinantes para a reviravolta.

Suárez restabeleceu a igualdade aos 66 minutos, Bernardo Fontes marcou na própria baliza cinco minutos depois e Zalazar fechou o resultado já perto do final, num regresso a Braga marcado pelo reencontro com a antiga equipa.

O treinador fez questão de valorizar não apenas os jogadores que entraram, mas o contributo de todo o grupo.

«Quem jogou de início foi importante e quem entrou também», afirmou, destacando ainda o apoio dos adeptos leoninos, mesmo quando a equipa estava em desvantagem.

Para Rui Borges, a vitória resultou da capacidade de aumentar a intensidade dos duelos e de encontrar soluções perante uma equipa bracarense que procurou pressionar individualmente.

«Uma equipa como o Sporting não pode estar dois jogos sem ganhar»

O treinador sublinhou que a pressão para vencer faz parte das exigências de representar o Sporting e rejeitou que os dois empates anteriores tenham alterado a abordagem da equipa.

«Uma equipa como o Sporting não pode estar dois jogos sem ganhar», declarou, acrescentando que a exigência foi a mesma na deslocação a Braga e no compromisso europeu frente ao Lens.

Rui Borges contestou também a ideia de que a equipa tenha revelado uma quebra física nos jogos com Famalicão e Arouca, reconhecendo, porém, que a exibição frente ao Vitória de Guimarães ficou aquém do esperado.

O técnico atribuiu alguns dos golos sofridos nas últimas partidas a erros específicos e comportamentos individuais, defendendo que a equipa deve continuar a trabalhar para corrigir esses detalhes.

«Sabíamos a importância de voltar às vitórias para não deixarmos aumentar a distância para os primeiros», explicou.

Altimira foi aposta estratégica

Rui Borges explicou ainda a opção por Sergi Altimira numa função que permitiu ao Sporting formar uma linha defensiva de cinco jogadores em determinados momentos.

A escolha procurou responder à forma como o SC Braga pressiona e ocupa os espaços, permitindo também preservar Geny Catamo e Nestor Irankunda para as transições ofensivas.

Com bola, a estratégia passou por explorar os movimentos dos avançados e os espaços criados pelos arrastamentos, embora o treinador considere que a equipa poderia ter tomado melhores decisões em alguns lances.

Sobre a conversa ao intervalo, Rui Borges revelou que os jogadores estavam frustrados com o resultado, mas responderam com uma atitude diferente na segunda parte.

«Estávamos todos frustrados, tínhamos de passar para o campo e fizeram isso. Foi uma demonstração clara do grande grupo que temos», concluiu.

Com o triunfo em Braga, o Sporting somou três pontos importantes na perseguição aos primeiros classificados e reforçou publicamente a ambição de continuar na luta pelo título.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

Sporting de Braga – Sporting, 1-3.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Rui Silva, 41 minutos (própria baliza).

1-1, Luis Suárez, 66.

1-2, Bernardo, 71 (própria baliza).

1-3, Zalazar, 82.

Equipas

– SC Braga: Bernardo, Sergio Barcia, Vítor Carvalho, Bajrami (Fran Navarro, 84), Victor Gomez, Gorby, Moutinho (Tomas Morera, 74), Gabriel Silva (Gabri, 66), Ricardo Horta, Pau Victor (Jonas Wind, 74) e Huseinbasic (Maho Bocha, 68).

(Suplentes: João Carvalho, Diogo Travassos, Fran Navarro, Lagerbielke, Tomas Morera, Jovan Milosevic, Jonas Wind, Maho Bocha, Arrey Mbi, Demir Tiknaz, Diego Rodrigues e Gabri).

Treinador: Carlos Vicens.

– Sporting: Rui Silva, Vagiannidis (Maxi Araújo, 58), Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Silas Andersen (Zalazar, 58, João Simões, 84), Altimira, Doumbia, Geny Catamo, Ioannidis (Luis Suárez, 58) e Irankunda (Flávio Gonçalves, 79).

(Suplentes: Kaique, João Simões, Rafael Nel, Zalazar, Maxi Araújo, Pedro Lima, Jesse Derry, Luis Guilherme, Ibrahima Ba, Flávio Gonçalves, Eduardo Felicíssimo e Luis Suárez).

Treinador: Rui Borges.

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Flávio Gonçalves (89) e Sergio Barcia (89).

Assistência: 20.265 espetadores.

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