Ricardo Horta admite erros do Braga e pede reação: «Jogámos mais com o coração do que com a cabeça»

Capitão dos arsenalistas reconheceu as dificuldades sentidas na segunda parte frente ao Copenhaga, mas rejeitou a ideia de que esteja tudo mal na equipa. Ricardo Horta lembrou que ainda faltam cinco jogos na fase de liga e apontou ao objetivo de terminar entre os oito primeiros.

Ricardo Horta não escondeu a desilusão pela derrota do SC Braga por 3-0 frente ao Copenhaga, na primeira jornada da fase de liga da Liga Conferência, mas pediu uma reação rápida da equipa e deixou uma mensagem de confiança nas capacidades do grupo.

No final do encontro, o capitão bracarense considerou que a primeira parte foi equilibrada, com oportunidades para os dois lados, embora tenha reconhecido que faltou à equipa maior agressividade na procura da profundidade.

«Na primeira parte, foi um jogo equilibrado. Tivemos as nossas chances, mas faltou, de certa forma, um jogo um bocadinho mais agressivo na profundidade», analisou.

O internacional português apontou o início da segunda parte como um dos momentos determinantes do encontro. O golo de Elyounoussi, aos 49 minutos, colocou os dinamarqueses em vantagem e complicou a tarefa dos minhotos, que acabariam por sofrer mais dois golos, ambos apontados por Cornelius, aos 79 e 86 minutos.

«Não queríamos começar a perder, ainda por cima fora de casa. Eles, quando começam a ganhar, são muito fortes», reconheceu Ricardo Horta.

«Jogámos mais com o coração do que com a cabeça»

O capitão do SC Braga admitiu que, depois de sofrer o primeiro golo, a equipa teve dificuldades em gerir emocionalmente o encontro e em manter a organização necessária para procurar uma reação eficaz.

«A partir do primeiro golo ainda tentámos, mas acho que a equipa jogou um bocadinho mais com o coração do que com a cabeça», afirmou.

Ricardo Horta reconheceu, assim, que os arsenalistas precisam de aprender com os erros cometidos, sobretudo porque, na sua perspetiva, não é a primeira vez que a equipa enfrenta dificuldades semelhantes.

«Temos de aprender com isto, porque não é a primeira vez nem a segunda que nos acontece. Temos de ser um grupo maduro para reverter esta situação», sublinhou.

Apesar do desaire pesado na Dinamarca, o jogador procurou evitar uma leitura excessivamente negativa do momento da equipa, defendendo que o grupo já demonstrou capacidade para apresentar um futebol ofensivo e competitivo.

«Parece que está sempre tudo mal, mas eu não vejo as coisas assim. Creio que não está tudo mal, embora haja algumas coisas a afinar», declarou.

O capitão lembrou ainda que o SC Braga, sob o comando de Carlos Vicens, já mostrou ser capaz de praticar bom futebol, marcar golos e assumir uma postura ofensiva. Na sua opinião, o caminho passa por corrigir os aspetos que não estão a funcionar e reforçar a confiança coletiva.

Objetivo passa por terminar entre os oito primeiros

Ricardo Horta lembrou que a derrota em Copenhaga corresponde apenas à primeira jornada de uma fase de liga composta por seis encontros, pelo que considera prematuro dar como comprometidas as ambições europeias do clube.

«É o primeiro jogo, de seis. Nada está perdido. Temos cinco jogos para vencer e o nosso objetivo é mesmo acabar nos oito primeiros», afirmou.

O jogador apontou, assim, à necessidade de a equipa reagir nas próximas jornadas para recuperar os pontos perdidos na estreia e continuar na luta pelo apuramento direto para os oitavos de final da Liga Conferência.

Braga procura resposta já na segunda-feira

O calendário oferece ao SC Braga uma oportunidade próxima para tentar inverter o momento. Os arsenalistas voltam a entrar em campo na segunda-feira, frente ao FC Arouca, num encontro em que procurarão dar uma resposta perante os seus adeptos.

Ricardo Horta reconheceu que os adeptos não estarão satisfeitos com os resultados recentes, mas considerou natural a exigência de quem acompanha a equipa e quer vê-la vencer.

«Sei que eles não estão contentes connosco, e com razões. Não é isso que queremos que aconteça», admitiu.

O capitão destacou, por isso, a importância de transformar a frustração da derrota numa reação dentro de campo, aproveitando o curto intervalo até ao próximo compromisso para apresentar uma imagem diferente.

«O bom do futebol é que, em três dias, temos um jogo. Vamos criar uma nova cara, e é em nossa casa», concluiu.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here