Capitão dos arsenalistas reconhece que a equipa está aquém das exigências do clube e promete uma reação imediata na estreia do novo treinador. Ricardo Horta destaca a exigência e a frontalidade de Franclim Carvalho e aponta à ambição de voltar à Liga dos Campeões.
Ricardo Horta quer uma resposta imediata do Sporting de Braga à mudança de treinador e acredita que a equipa tem qualidade suficiente para inverter o momento desportivo. Na antevisão ao encontro com o Gent, da terceira jornada da fase de liga da Liga Conferência, o capitão arsenalista deixou uma mensagem de responsabilidade ao balneário e mostrou confiança em Franclim Carvalho, que assumiu esta quarta-feira o comando técnico da equipa principal.
O internacional português reconheceu que os resultados recentes não correspondem à dimensão do clube e garantiu que os jogadores estão conscientes da necessidade de mudar a imagem apresentada em campo. A estreia do novo treinador surge, assim, como uma oportunidade para iniciar uma reação, embora Ricardo Horta admita que a transformação não acontecerá de um dia para o outro.
«O que temos mostrado não é aquilo que o clube exige»
A mudança no comando técnico obrigou o plantel a adaptar-se a uma nova liderança, mas Ricardo Horta considera que o conhecimento prévio de Franclim Carvalho poderá facilitar o processo. O jogador recordou que o atual treinador já fazia parte da equipa técnica de Artur Jorge e que a sua personalidade e os métodos de trabalho são conhecidos por vários elementos do grupo.
«Já conhecemos o novo mister e sabemos a forma como trabalha. Era adjunto, mas, desde as primeiras horas, percebemos que a sua personalidade não se alterou», explicou.
O capitão destacou a exigência como uma das palavras mais repetidas pelo novo treinador nos primeiros contactos com os jogadores, sublinhando que o balneário está determinado em dar uma resposta.
«O que queremos, enquanto jogadores e balneário, é dar uma resposta. O que temos mostrado não é aquilo que o clube exige, nem aquilo que o Braga já fez noutros tempos», reconheceu.
Ricardo Horta acredita que a equipa dispõe de qualidade suficiente para melhorar o rendimento, apontando a uma mudança de mentalidade que possa começar já no encontro com os belgas.
«Não será perfeito, as coisas não mudam de um dia para o outro, mas temos qualidade e jogadores para isso. É apenas uma mudança de mentalidade, possível já para o jogo de amanhã», afirmou.
Ricardo Horta assume responsabilidades pelo adeus a Vicens
Questionado sobre a saída de Carlos Vicens, o capitão arsenalista admitiu que estes momentos fazem parte da realidade do futebol, mas defendeu que a responsabilidade pelo desempenho da equipa deve ser partilhada por todos os setores do clube.
Ricardo Horta recordou as palavras de António Salvador na apresentação de Franclim Carvalho e concordou com a necessidade de uma reação coletiva.
«Estas fases existem no futebol. Não queremos que aconteçam connosco, mas acontecem. Tem de haver uma reação de todos, como o presidente falou: há culpa em todos os setores», declarou.
O internacional português salientou que os jogadores têm de assumir o seu papel dentro de campo e demonstrar uma atitude diferente nos próximos compromissos.
«Nós, jogadores, estamos lá dentro, corremos e damos a cara em muitas situações. A palavra-chave é dar outra cara, outra imagem. Vai ser notório a partir de amanhã», garantiu.
A mensagem surge num momento de pressão sobre o plantel, depois de António Salvador ter exigido uma melhoria dos resultados e estabelecido como objetivo imediato evitar que o Braga volte a somar apenas uma vitória e um empate em seis jogos.
Franclim conhece Horta e sabe como tirar o melhor do capitão
Sobre o papel que poderá desempenhar na equipa com o novo treinador, Ricardo Horta mostrou-se disponível para atuar onde Franclim Carvalho considerar mais útil.
O capitão explicou que o posicionamento em campo depende das necessidades estratégicas da equipa e das indicações do treinador, sublinhando que a relação de conhecimento entre ambos poderá ajudar a potenciar as suas características.
«Jogo onde o mister quiser. A verdade é que esses momentos do jogo são estratégicos. Se calhar, faço isso porque o treinador entende que tenho inteligência para o fazer», afirmou.
Ricardo Horta garantiu ainda que o técnico conhece bem as suas capacidades, depois de terem trabalhado juntos no passado.
«O mister já me conhece, pode tirar o melhor de mim, conhece as minhas características», acrescentou.
E foi com uma nota de humor que terminou a resposta sobre a relação com o novo treinador, deixando uma frase que promete marcar a apresentação de Franclim Carvalho.
«Estará tudo bem desde que me ponha a jogar», brincou.
Liga dos Campeões continua no horizonte
Ricardo Horta recordou também a experiência vivida sob o comando de Artur Jorge, período em que o Braga conquistou um título e participou na Liga dos Campeões. O capitão considera que esse percurso deve servir de referência para a ambição da equipa, que pretende voltar a disputar a principal competição europeia de clubes.
«As memórias que tenho só podem ser boas: conquistámos um título e jogámos a Liga dos Campeões. Nunca tinha jogado essa competição, foi um sonho realizado», recordou.
O jogador reconheceu que o caminho exige uma recuperação competitiva, mas garantiu que o grupo tudo fará para voltar a alcançar esse objetivo.
«O objetivo agora passa por aí. Temos essa competição para os três primeiros classificados e tudo faremos para a disputar», afirmou.
Braga quer dar uma resposta frente ao Gent
Na antevisão ao encontro europeu, Ricardo Horta deixou claro que a prioridade passa por melhorar a imagem da própria equipa, em vez de concentrar as atenções no adversário.
O capitão explicou que o grupo ainda estava a iniciar a preparação para o encontro, numa fase em que o novo treinador dispõe de pouco tempo para implementar as suas ideias.
A mensagem, porém, é inequívoca: o Braga precisa de mostrar outra atitude, maior consistência e uma resposta compatível com as exigências do clube.
A receção ao Gent será o primeiro teste de Franclim Carvalho no banco dos arsenalistas e uma oportunidade para Ricardo Horta e os restantes jogadores começarem a demonstrar a mudança de mentalidade prometida.
Mais do que uma estreia, o encontro representa o primeiro passo de uma tentativa de recuperação desportiva, com o capitão a assumir publicamente a responsabilidade do grupo e a confiança de que o novo treinador poderá ajudar a devolver a equipa ao caminho das vitórias.































