Enfermeiros e médicos em greve na próxima terça-feira

Sindicato dos enfermeiros convocou esta quinta-feira dois dias de greve para a próxima semana. O primeiro dia de greve dos enfermeiros coincidirá com o primeiro dia de greve dos médicos, que irão parar a 2 e 3 de Julho.

Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) anunciou esta quinta-feira uma greve geral a partir de terça-feira, considerando que, apesar da abertura da tutela, os maiores problemas do sector continuam por resolver. Depois de se ter reunido com a ministra da Saúde na quarta-feira, o Sindepor apelou a todos os enfermeiros, bem como das restantes estruturas sindicais, para que apoiem esta paralisação, que vai decorrer entre os dias 2 e 5 de Julho. O primeiro dia de greve dos enfermeiros coincidirá com o primeiro dia de greve dos médicos, que irão paralisar a 2 e 3 de Julho.

Na reunião com a ministra Marta Temido foram debatidos o estabelecimento da nova quota de 620 enfermeiros especialistas em 2019, nos locais onde se verifique carência destes profissionais, a aplicação em Julho da nova carreira aprovada em Maio, a avaliação de desempenho e a negociação no Acordo Colectivo de Trabalho.

Quanto à quota de 25% para a carreira de especialistas, o sindicato manifestou-se preocupado e disse ter recebido da tutela a garantia de este ser “apenas um número de referência” e que as situações terão de ser avaliadas “caso a caso”, com abertura do Governo para “ajustes pontuais”.

Outra das reivindicações do sindicato tem que ver com o descongelamento dos Contratos de Trabalho em funções Públicas (CTFP) que transitaram em 2011, 2012 e 2013.

O sindicato considera a situação actual injusta, diz que não entende o facto de enfermeiros que estavam “correctamente posicionados” estarem agora “a ser obrigados a ver as suas correctas progressões anuladas” e anunciou que pretende avançar para um processo judicial.

O tratamento igualitário necessário para os CTFP e os Contratos individuais de Trabalho (CIT), “à semelhança do acordo realizado na Madeira e nos Açores que se encontra em fase final de negociação”, foi outra das matérias abordadas pelo Sindepor, assim como o processo de avaliação de desempenho pelo SIADAP, de que o sindicato discorda, designadamente pela forma como está a ser aplicado.