Morreu a baleia beluga que tinha sido retirada do rio Sena

Animal foi retirado da água, mas durante o transporte sofreu problemas respiratórios que levaram a que os especialistas optassem pela eutanásia.

A baleia beluga que foi hoje retirada do rio Sena, após estar desde sexta-feira ali perdida, não resistiu ao transporte para águas salgadas. 

De acordo com a Associated Press (AP), que cita o veterinário Ollivet Courtois, o mamífero começou a ter dificuldades respiratórias durante o transporte, o que levou a que os especialistas decidissem dar-lhe uma morte digna através da eutanásia. 

A baleia beluga estava a ser preparada para ser transferida para uma piscina de água salgada na Normandia após ter sido retirada com sucesso da água, indica a AP.

O resgate aconteceu hoje, por volta das 02h00 (03h00 em Lisboa), após seis horas de esforço em que o cetáceo foi içado numa rede, puxada por uma grua, e colocado numa embarcação. Já nessa embarcação foi imediatamente alvo de cuidados por uma dúzia de veterinários.

A baleia beluga, de quatro metros de comprimento e cerca de 800 quilos, cujo estado de saúde foi considerado “alarmante”, estava presa junto à comporta de Saint-Pierre-la-Garenne, a cerca de 70 quilómetros a noroeste de Paris.

Beluga foi avistada no Sena pela primeira vez no dia 2 de agosto

A baleia foi avistada pela primeira vez no dia 2 de agosto. O cetáceo, que costuma viver nas águas frias do Ártico, ficou preso nas águas mornas e estagnadas de uma comporta por onde entrou sozinho.

A operação de resgate foi descrita como “fora do comum” por um membro da equipa do Marineland em Antibes, no sul, que chegou ao local na noite de segunda-feira.

As margens do Sena “não são acessíveis a veículos” naquele local e “tudo deve ser transportado à mão”, explicou Isabelle Brasseur, adiantando que “a prioridade” era colocar a baleia de volta ao oceano.

As autoridades suspeitavam que o mamífero estaria doente, mas tinham a esperança de poder salvar animal com um cocktail de vitaminas e antibióticos.

Uma vez transportado por camião para Ouistreham, o animal deveria ser depositado durante três dias numa comporta de água do mar, para permitir que receberia cuidados, antes de ser libertado no mar, um plano que acabou por não correr como planeado.

Em maio, uma orca também ficou em apuros no Sena, com as operações de salvamento a falharem e o animal a morrer à fome.

De acordo com o observatório Pelagis, especialista em mamíferos marinhos, esta é a segunda beluga conhecida em França, depois de um pescador do estuário do Loire, o grande rio do centro do país, ter recolhido uma nas suas redes em 1948.