Excesso de velocidade, álcool e uso de telemóvel continuam entre as principais causas de sinistralidade rodoviária em Portugal
A Guarda Nacional Republicana revelou que, entre 1 de janeiro e 22 de abril, foram registados 30.026 acidentes rodoviários em Portugal, dos quais resultaram 127 vítimas mortais, 492 feridos graves e 7.067 feridos leves.
Durante o mesmo período, foram fiscalizados 751.066 condutores, tendo sido detetadas 165.251 contraordenações, evidenciando a persistência de comportamentos de risco nas estradas nacionais.
Excesso de velocidade lidera infrações
Entre as infrações mais frequentes, destaca-se o excesso de velocidade, com 30.336 ocorrências registadas. Seguem-se 23.484 infrações por falta de inspeção periódica obrigatória e 6.810 por ausência de seguro automóvel válido.
A utilização indevida de telemóvel durante a condução originou 5.190 infrações, enquanto 4.535 dizem respeito à não utilização do cinto de segurança ou sistemas de retenção. Foram ainda registadas 1.927 infrações relacionadas com excesso de peso em veículos.
Mais de 8 mil crimes rodoviários registados
No âmbito criminal, a GNR registou 8.064 crimes rodoviários. Destes, 4.752 correspondem a condução sob o efeito do álcool, com taxa igual ou superior a 1,2 g/l, e 2.373 dizem respeito a condução sem habilitação legal.
Sinistralidade continua a preocupar autoridades
Dos mais de 30 mil acidentes registados, 5.975 envolveram vítimas, reforçando a preocupação das autoridades com a gravidade da sinistralidade rodoviária em Portugal.
Segundo a GNR, estes números refletem a continuidade de comportamentos perigosos, especialmente relacionados com excesso de velocidade, consumo de álcool e distração ao volante, fatores amplamente reconhecidos como potenciadores de acidentes e do agravamento das suas consequências.
GNR apela a uma condução responsável
Face a este cenário, a GNR reforça o apelo à responsabilidade de todos os utilizadores da via, sublinhando que a segurança rodoviária depende de comportamentos conscientes e preventivos.
Entre as principais recomendações estão o respeito pelos limites de velocidade, a adaptação da condução às condições da estrada e meteorológicas, a não utilização do telemóvel durante a condução (exceto com sistemas mãos-livres), a abstenção de conduzir sob o efeito do álcool, o uso obrigatório do cinto de segurança e a verificação das condições legais do veículo, incluindo inspeção e seguro.
A Guarda sublinha ainda a importância da condução defensiva, incentivando os condutores a anteciparem comportamentos de risco por parte de outros utilizadores.
Combate à sinistralidade mantém-se como prioridade
A Guarda Nacional Republicana garante que continuará a desenvolver uma atuação firme e consistente no combate à sinistralidade rodoviária, com o objetivo de proteger vidas e promover uma cultura de segurança nas estradas.
A mensagem final é clara: mais do que chegar ao destino, o essencial é garantir que todos chegam em segurança.


































