O Município de Braga, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS), assinalou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência com realização de uma mesa-redonda onde o debate e pensamento crítico deram o mote para discutir o tema ‘A Prática de Incluir’. A iniciativa, que teve lugar este Sábado, dia 3 de Dezembro, foi aberta ao público em geral e decorreu no âmbito da Semana da Inclusão, promovida pela BLCS.

O debate contou com a participação de Lucinda Vila Verde, representante do Centro Novais e Sousa e há 48 anos ligada a este tema, José António Saraiva, telefonista no Centro de Saúde de Infias e Raquel Cunha, do Centro Terapêutico SalusLive. A moderação esteve a cargo de Aida Alves, directora da BLCS.

Carla Sepúlveda, vereadora do Município de Braga, marcou presença nesta iniciativa destacando que o tema definido para debate não podia ser mais pertinente, tal como os convidados. “É crucial debater o que se faz na prática para que haja uma inclusão assente nas necessidades específicas das nossas crianças, jovens e adultos. Não basta que se fale em inclusão. É urgente que se verifique, no terreno, de que forma é feita esta inclusão. Por vezes, ao achar que estamos a incluir, corremos o risco de excluir, por isso, os espaços e actividades inclusivas devem ser pensados de forma que haja capacidade de resposta para todos”, referiu.

Para a responsável das áreas da Educação, Inovação e Coesão Social, “não basta dizer que estamos a incluir. É preciso que se assegurem os devidos recursos para a prática desta inclusão no dia-a-dia. Em Braga acreditamos que só a partir da experiência de quem está no terreno podemos realmente perceber o que é isto da inclusão. Foi neste sentido que quisemos reunir um painel de pessoas que trabalham directamente com crianças, jovens e adultos com Necessidades Específicas e quisemos dar voz a quem vive o seu dia-a-dia com algumas limitações físicas”.

Como explicou Carla Sepúlveda, o Município de Braga tem feito um trabalho assente na inclusão e aceitação por via dos inúmeros projectos direccionados ou ao público mais jovem, ou ao público sénior. “Este ano levamos a cabo um programa de férias para todas as crianças e jovens do Concelho. Este projecto promove uma inclusão coesa e com base na partilha de experiências positivas que potenciam o crescimento individual e em grupo. É um projecto constituído por uma equipa profissional, com conhecimento de causa no terreno e capaz de passar a inclusão para a prática. Estamos certos de que é em comunidade e em colaboração com todos que a inclusão se faz”, concluiu.