O exército israelita afirmou hoje que está a lançar ataques no sul do Líbano depois de um projétil ter sido disparado do território libanês e ter explodido perto da fronteira com Israel.

Este novo incidente fronteiriço entre o Líbano e Israel, dois países tecnicamente em estado de guerra, ocorreu zona da fronteira libanesa com os Montes Golã sírios ocupados e anexados por Israel.

“Um tiro foi disparado a partir do território libanês e explodiu junto à fronteira, em território israelita”, declarou o exército israelita em comunicado, dizendo mais tarde à agência noticiosa France-Presse (AFP) tratar-se de um morteiro.

“Em resposta, o exército está neste momento a atacar a zona de onde foi disparado o tiro em território libanês”, acrescentou o comunicado militar.

No Líbano, a agência noticiosa oficial Ani informou que “está a decorrer um bombardeamento de artilharia israelita nas imediações da cidade de Kfarchouba”, na mesma região, tendo sido disparados mais de 15 tiros de artilharia de 155 milímetros.

Ao início da manhã, o movimento ‘jihadista’ libanês Hezbollah denunciou a decisão de Israel de construir um muro em torno da aldeia de Ghajar, que se situa na parte dos Montes Golã sírios ocupados por Israel e pelo Líbano, apelando à ação para “impedir a consolidação da ocupação”.

Desconhece-se, para já, a existência de mortos ou de feridos.

Depois de Israel se ter retirado do sul do Líbano em 2000, pondo fim a uma ocupação de 22 anos, a ONU traçou uma linha azul que marca a fronteira entre os dois países.

Esta linha coloca a parte norte de Ghajar no Líbano e a parte sul na secção dos Montes Golã ocupada e anexada por Israel.

Num comunicado de imprensa, o poderoso partido xiita libanês denunciou a instalação pelas forças israelitas de “uma vedação de arame farpado e a construção de um muro de betão à volta de toda a localidade”, que “separa esta aldeia do seu ambiente natural e histórico no território libanês”.