Candidato independente critica estagnação no processo e propõe medidas imediatas para valorização do espaço classificado como Monumento Nacional
Ricardo Silva, candidato independente à presidência da Câmara Municipal de Braga, lançou este domingo um apelo público a Ricardo Rio, atual presidente da autarquia, para que assuma diretamente a gestão do processo do Parque Verde das Sete Fontes, defendendo que a intervenção no local não pode continuar a ser adiada.
“Há 12 anos que ouvimos promessas eleitorais sobre o Parque das Sete Fontes. Se nos primeiros anos houve algum avanço, nos últimos quatro temos assistido a uma estranha estagnação”, sublinhou Ricardo Silva, que relembra que este ano se assinalam 30 anos desde o início da classificação do Complexo como Monumento Nacional.
O candidato aponta incoerências na atual gestão da Câmara de Braga, referindo declarações contraditórias entre o presidente Ricardo Rio e o vereador responsável pelo urbanismo.
“Temos um presidente que garante que parte do parque pode ser disponibilizada até ao final do mandato, enquanto o vereador afirma que é mentira pôr prazos na sua concretização. Isto revela desnorte político”, denuncia.
“A câmara não fez o mínimo exigível”
Ricardo Silva critica ainda a ausência de condições mínimas no espaço: não há sinalética, caixotes do lixo, informação sobre fauna e flora, nem transporte público eficaz até ao local. Considera também que a câmara não tem uma estratégia de valorização ambiental nem de promoção cultural do espaço.
“Não há qualquer plano de visitas guiadas, musealização das Mães de Água ou combate às espécies invasoras. Tudo o que se faz é por iniciativa espontânea dos cidadãos”, lamenta.
Propostas imediatas para valorização
Caso seja eleito, Ricardo Silva propõe criar uma equipa pluridisciplinar dedicada exclusivamente às Sete Fontes, com um plano de ação que inclui:
- Sinalética e papeleiras no espaço e pela cidade;
- Roteiros de visitas guiadas às galerias, às Mães de Água e ao parque;
- Levantamento da biodiversidade do local e publicação dos dados;
- Combate às espécies invasoras e plantação de árvores autóctones;
- Criação de uma linha dos TUB dedicada, com frequência regular.
“Se esperarmos pela última licença construtiva, o parque só estará pronto daqui a 30 anos. Braga não pode continuar refém desta lógica urbanística”, alerta.
Ricardo Silva termina com um apelo direto ao presidente da autarquia:
“Assuma pessoalmente este processo. Não deixe que o seu mandato termine hipotecando o futuro do Parque Verde das Sete Fontes.”
































