Ausência de Tomás Handel e assobios no final do jogo marcam mau resultado no D. Afonso Henriques
O Vitória SC não conseguiu mais do que um empate a um golo em casa contra o Arouca, num jogo da quarta jornada da Liga que deixou os adeptos visivelmente frustrados. A partida, disputada no Estádio D. Afonso Henriques, foi a primeira após a confirmação da saída de Tomás Handel para o CSKA de Moscovo.
Com um onze inicial renovado, que incluiu as estreias de Gonçalo Nogueira, Miguel Nogueira e Óscar Rivas, o Vitória começou por mostrar iniciativa. O primeiro momento de emoção surgiu aos 19 minutos, quando Gustavo Silva marcou, mas a alegria durou pouco, já que o golo foi anulado pelo VAR, que detetou a saída da bola pela linha lateral no início da jogada.
Apesar do contratempo, a equipa vimaranense acabou por se adiantar no marcador aos 31 minutos, num lance espetacular em que Gustavo Silva marcou de pontapé de bicicleta. No entanto, a vantagem foi efémera. Apenas três minutos depois, Djouhra aproveitou a passividade defensiva do Vitória para empatar a partida, deixando tudo igual.
A segunda parte foi menos emocionante e com poucas oportunidades de golo. O Vitória demonstrou falta de capacidade para pressionar o adversário, e o resultado final foi recebido com uma forte reação dos adeptos, que assobiaram a equipa em sinal de descontentamento.
Para a quinta jornada do campeonato, agendada para 14 de setembro, o Vitória terá um novo desafio fora de casa, deslocando-se à Amadora para defrontar o Estrela da Amadora.
Luís Pinto: “O Empate Deitou a Equipa Abaixo Animicamente”
Treinador do Vitória analisa o empate com o Arouca, defende as alterações táticas e elogia a aposta nos jovens
Em declarações após o empate a um golo em casa contra o Arouca, Luís Pinto, treinador do Vitória SC, abordou as razões para as alterações táticas, o impacto psicológico do golo sofrido e as perspetivas para o futuro da equipa.
Questionado sobre as mudanças no onze inicial, o técnico explicou que a estratégia visava dar maior estabilidade à defesa, com jogadores capazes de ocupar mais espaço e de ter controlo da bola. “As mudanças tiveram a ver com a necessidade de sermos mais estáveis à frente da linha defensiva, com dois jogadores mais abrangentes ao nível do espaço e com capacidade de ter bola”, afirmou.
Luís Pinto elogiou a prestação dos jovens jogadores, nomeadamente as estreias de Gonçalo Nogueira e Miguel Nogueira, sublinhando que eles representam o futuro do clube. “Estiveram num nível muito interessante e que traz ao de cima a realidade do Vitória e as armas com que temos de trabalhar para sermos mais competitivos. Jovens que queremos no clube, ficou à vista que fizeram um jogo fantástico os dois.”
Sobre o desenrolar da partida, o treinador lamentou o golo sofrido. “Na primeira vez que o Arouca foi à nossa baliza fez golo e sinto que se passou um pouco o filme da semana passada. Estávamos a fazer um jogo muito competente, mas o empate deitou a equipa abaixo animicamente. É um momento em que temos de crescer e ter capacidade de resiliência.”
O técnico concluiu a sua análise reconhecendo que a equipa não foi capaz de criar perigo na segunda parte, mas mostrou-se confiante na capacidade de evolução do plantel. “O Handel não era opção para este jogo. A alteração na estrutura tática tinha de ser feita agora para conforto dos jogadores, mas ainda temos muito espaço para evoluir. Vamos ser mais fortes do que aquilo que fomos”, rematou.































