Derrota por 4-1 frente ao FC Porto dita eliminação nos oitavos de final
O FC Famalicão foi eliminado da Taça de Portugal ao perder por 4-1 no reduto do FC Porto, esta quinta-feira, em encontro dos oitavos de final da edição 2025/26 da prova rainha do futebol português.
A equipa portista, recordista da competição com 20 troféus conquistados, confirmou o favoritismo e garantiu a presença nos quartos de final, marcados para janeiro.
Entrada forte dos ‘dragões’
O FC Porto entrou determinado e inaugurou o marcador logo aos seis minutos, por William Gomes. O Famalicão respondeu de forma eficaz e chegou ao empate aos 13 minutos, com Justin De Haas a aproveitar uma oportunidade para restabelecer a igualdade.
A formação orientada por Francesco Farioli voltou a assumir o controlo da partida e recolocou-se em vantagem ainda antes do intervalo, com Victor Froholdt a marcar aos 38 minutos.
Superioridade confirmada na segunda parte
Na segunda metade, os ‘dragões’ geriram o jogo e ampliaram a vantagem nos minutos finais. Samu, aos 79 minutos, e Pepê, já aos 89, fecharam o resultado e confirmaram a eliminação dos minhotos.
Quartos de final definidos
Com este triunfo, o FC Porto junta-se a AVS, Benfica e Sporting, da I Liga, bem como a União de Leiria e Torreense, ambos da II Liga, no lote de equipas já apuradas para os quartos de final da Taça de Portugal.
Farioli elogia coragem do Famalicão após apuramento: «Merecemos a vitória»
Treinador do FC Porto destaca controlo na segunda parte e explica opção por Diogo Costa na baliza
No rescaldo do triunfo do FC Porto frente ao FC Famalicão (4-1), nos oitavos de final da Taça de Portugal, Francesco Farioli deixou elogios à exibição dos minhotos e explicou a decisão de manter Cláudio Ramos no banco, apostando em Diogo Costa como titular.
Em conferência de imprensa no Estádio do Dragão, o técnico portista sublinhou a qualidade do adversário e pediu foco imediato nas competições em curso.
«O Famalicão fez um ótimo jogo»
«Foi um ótimo resultado. O Famalicão fez um ótimo jogo, teve muita coragem, sobretudo na primeira parte. A exibição foi boa ao longo dos 90 minutos», começou por afirmar.
Farioli considerou que a diferença esteve na segunda metade do encontro. «Na segunda parte fomos capazes de controlar melhor o jogo e, por isso, merecemos a vitória. Ficámos tristes pelo golo sofrido», admitiu.
Apesar de já conhecer o próximo adversário, o treinador afastou qualquer projeção para os quartos de final. «Ainda não pensamos no Benfica. Temos a mente totalmente focada no campeonato», garantiu.
Gestão da baliza e confiança no grupo
Questionado sobre a titularidade de Diogo Costa, deixando Cláudio Ramos no banco, Farioli explicou tratar-se de uma opção estratégica, reforçando a confiança em todo o grupo.
«Temos três guarda-redes muito bons. As oportunidades vão surgir para todos. O Cláudio Ramos é um jogador em quem confio muito, é um ótimo líder. A época é longa e todos vão ter oportunidades», concluiu.
Hugo Oliveira orgulhoso apesar da eliminação: «O resultado não reflete o que aconteceu»
Treinador do Famalicão lamenta incapacidade de acompanhar o ritmo do FC Porto, mas destaca personalidade e fidelidade às ideias no Dragão
No rescaldo da eliminação da Taça de Portugal, após a derrota por 4-1 frente ao FC Porto, no Estádio do Dragão, Hugo Oliveira mostrou-se orgulhoso da atitude do FC Famalicão, apesar de reconhecer a superioridade dos ‘dragões’ nos momentos decisivos da partida.
Em conferência de imprensa, na noite desta quinta-feira, o técnico minhoto sublinhou que o desfecho da eliminatória foi penalizador face à exibição da sua equipa.
«Foi um jogo competitivo»
«Foi um jogo competitivo, o resultado não reflete o que aconteceu. Fomos fiéis às nossas ideias, contra um adversário forte e que tira partido das oportunidades nos momentos capitais. Não tirámos proveito desses momentos, não definimos como deveríamos. Saímos amargurados», começou por analisar.
O treinador justificou ainda as opções tomadas no onze inicial, destacando a confiança no grupo. «Temos um grupo muito capaz, as alterações foram com base no que acreditamos ser o melhor para a equipa. O FC Porto tem o poder de tornar qualquer momento oportuno para atacar», afirmou.
Aprender com os erros
Hugo Oliveira considerou que a diferença esteve na agressividade e na gestão dos tempos do jogo. «Devemos escolher melhor os momentos para atacar, recuar e recomeçar. O adversário foi mais agressivo. No primeiro jogo com o FC Porto [para a Liga] não tivemos a paz que deveríamos, sem esperar o momento certo para soltar o homem livre. Devemos ser fiéis aos nossos princípios. Esta noite estivemos melhor», analisou.
Orgulho para lá da derrota
Apesar da eliminação, o técnico fez questão de realçar a personalidade demonstrada pela equipa, mesmo após sofrer cedo no Dragão.
«Vou ser honesto convosco, sinto orgulho. Sofremos cedo, mas quisemos atrair o adversário, o que só está ao alcance de uma equipa com personalidade. Não tivemos receio, não batemos bola para a frente. Continuámos a ser nós próprios», salientou.
Hugo Oliveira concluiu apontando o caminho para o futuro: «Os golos do FC Porto surgiram em bola parada ou a partir de perdas. Interessa aprendermos. Esse é o nosso caminho.»
































