Trump afasta cenário de captura de Putin e diz ter “ótima relação” com o líder russo

Presidente dos EUA diz ter “ótima relação” com o líder russo e garante que Washington é a única força capaz de o pressionar para um acordo de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que não considera necessária qualquer operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, à semelhança da ação levada a cabo recentemente na Venezuela.

“Não acho que seja necessário. Sempre tive uma ótima relação com ele”, declarou Trump aos jornalistas em Washington, no final de uma reunião com executivos do setor petrolífero.

As palavras do chefe de Estado norte-americano surgem depois de a sua administração ter organizado uma operação na Venezuela para capturar o presidente, entretanto destituído, Nicolás Maduro, e a sua mulher, Cilia Flores. O casal foi transferido para os Estados Unidos, onde permanece detido a aguardar julgamento, enfrentando acusações relacionadas com o tráfico de cocaína para território norte-americano, entre outros crimes.

Ainda na mesma conversa, Trump mostrou-se frustrado com a evolução da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, conflito que considerava fácil de resolver. “Resolvi oito guerras e achei que esta seria talvez uma das mais fáceis”, afirmou.

Apesar de reconhecer que os esforços diplomáticos dos Estados Unidos têm sido repetidamente dificultados, em particular por Moscovo, Trump disse manter confiança numa solução. Referiu que a Rússia terá perdido cerca de 31 mil militares apenas no último mês e que a economia russa atravessa uma “má situação”.

“Acho que vamos acabar por resolver isto. Gostava que o pudéssemos ter feito mais rápido”, admitiu.

O presidente norte-americano comentou ainda que Vladimir Putin não se sente intimidado nem pressionado pelos líderes europeus para alcançar um acordo de paz, defendendo que essa capacidade pertence exclusivamente aos Estados Unidos. “A Europa tem feito muito pela Ucrânia, mas não tem sido suficiente. O presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América liderados por mim”, declarou.

Estas afirmações surgem numa altura em que o acordo de paz entre Moscovo e Kyiv estará, segundo Trump, “90% pronto”. Ainda assim, permanece incerta a resposta final da Rússia ao documento, cuja versão mais recente tem sido trabalhada maioritariamente pela Ucrânia, com mediação norte-americana.