GNR que se barricou em Felgueiras continuará preso

Supremo Tribunal de Justiça rejeita pedido de ‘habeas corpus’ de António Sérgio Ribeiro

António Sérgio Ribeiro, militar da GNR que prestava serviço em Fafe, manter-se-á preso na Casa de Reclusão Militar de Tomar, após o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) indeferir o pedido de ‘Habeas Corpus’ apresentado pelo seu advogado.

O militar havia-se barricadado no Posto da GNR de Felgueiras, a 30 de dezembro de 2025, enquanto os colegas da GNR de Braga cumpriam um mandado de prisão imediata emitido pelo Tribunal de Guimarães. António Ribeiro entregou-se cerca de 15 horas depois, já na manhã do dia 31 de dezembro.

O STJ confirmou a condenação a 13 anos de prisão efetiva, por burlas agravadas de valor de 400 mil euros, crimes cometidos durante o serviço no posto territorial de Fafe. Apesar de o militar se considerar “injustiçado” e de ter alegado ilegalidade da prisão, o tribunal entendeu que houve trânsito em julgado no seu caso individual, independentemente de existirem recursos pendentes de outros arguidos do processo, nomeadamente o pai e a ex-companheira de António Ribeiro.

O coletivo de juízes que deliberou o caso incluiu Maria da Graça Santos Silva (relatora), Carlos Campos Lobo e António Augusto Manso, da 3.ª Secção Criminal do STJ, que manteve a decisão, alinhando-se com a jurisprudência dominante sobre trânsito em julgado individual.