Presidente da República convida Papa Leão XIV a visitar Portugal em 2027

Marcelo Rebelo de Sousa agradece mensagem do Papa às vítimas da tempestade Kristin e antevê conversa sobre Portugal e o mundo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou hoje que irá convidar o Papa Leão XIV a visitar Portugal em 2027, numa ocasião marcada pelos 110 anos de Fátima. O chefe de Estado destacou também a mensagem enviada pelo Pontífice aos portugueses, expressando pesar pelas vítimas da depressão Kristin.

Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas à chegada a Roma, onde terá hoje um jantar oficial com o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, antes da audiência com o Papa Leão XIV, agendada para segunda-feira de manhã no Vaticano.

Questionado sobre os temas que irá abordar com o Pontífice, o Presidente explicou que pretende convidá-lo formalmente para visitar Portugal, sublinhando a relevância histórica de Fátima: “São 110 anos de Fátima e, portanto, há uma boa razão para incluir no programa de visitas Fátima e, portanto, Portugal”.

O chefe de Estado adiantou que os dois líderes irão também “naturalmente falar do mundo”, aproveitando a ocasião para explicar os impactos da depressão Kristin em Portugal continental, que deixou um rasto de destruição sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.

Sobre a tempestade, Marcelo Rebelo de Sousa considerou “espetacular” o gesto do Papa, que enviou uma carta ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima, na qual manifesta “o seu pesar pelas pessoas que perderam a vida, unindo-se espiritualmente à dor dos respetivos familiares”. O Presidente sublinhou que a mensagem reflete um acompanhamento atento e com “um carinho muito particular, que é tocante”.

Quanto à conjuntura internacional, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a importância das posições do Papa Leão XIV, considerando a Santa Sé “um protagonista fundamental na defesa das Nações Unidas, na defesa do diálogo, na construção da paz, na criação do multilateralismo e na balança de poderes no mundo”.

O chefe de Estado acrescentou que o Pontífice acompanha de perto os países de língua portuguesa e adiantou que certamente abordará temas como a situação na Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, outros países lusófonos e a Europa.