Braga ativa Plano Distrital de Emergência devido ao risco elevado de cheias

O Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Braga foi ativado nas últimas horas, na sequência da declaração de Situação de Contingência em vários concelhos do distrito. A decisão foi tomada numa reunião extraordinária, realizada ao final da noite deste sábado, na cidade de Braga.

Estão abrangidos os concelhos de Braga, Barcelos, Vila Verde e Vila Nova de Famalicão, o que levou à necessidade de coordenação ao nível distrital, conforme determina a legislação em vigor.

Medida em vigor até 15 de fevereiro

Segundo o major Manuel Moreira, comandante sub-regional do Cávado da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, o plano estará ativo até domingo, 15 de fevereiro, face ao risco elevado de cheias e inundações associado às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias.

“A partir do momento em que três planos municipais são ativados, torna-se obrigatória a convocação da Comissão Distrital de Proteção Civil e a eventual ativação do plano distrital”, explicou o responsável.

A decisão foi formalizada numa reunião extraordinária da Comissão Distrital de Proteção Civil de Braga, realizada no Comando Sub-regional do Cávado.

Risco de inundações, cheias e deslizamentos

De acordo com a Proteção Civil, a situação meteorológica atual e as previsões para os próximos dias podem originar inundações em zonas urbanas, provocadas pela acumulação de águas pluviais e pela obstrução dos sistemas de drenagem.

Existe ainda risco de cheias, devido ao transbordo de rios e ribeiras, bem como de instabilidade de vertentes, podendo ocorrer deslizamentos e derrocadas resultantes da saturação dos solos.

O arrastamento de objetos para as vias rodoviárias, o desprendimento de estruturas mal fixadas, o piso escorregadio e a formação de lençóis de água são outros perigos identificados, sendo expectável que os caudais dos rios e afluentes se mantenham elevados, com tendência de subida.

Autoridades reforçam apelo à prevenção

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à adoção de comportamentos preventivos, sobretudo nas zonas historicamente mais vulneráveis a cheias.

Entre as recomendações estão a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais, a remoção de objetos que possam ser arrastados pela água e a evitação de atividades junto a linhas de água, especialmente em áreas com histórico de inundações.

É ainda aconselhado não estacionar veículos em zonas inundáveis, evitar atravessar áreas alagadas, retirar bens e animais para locais seguros e restringir deslocações em zonas potencialmente afetadas.

A Proteção Civil alerta também para a necessidade de garantir a fixação adequada de estruturas móveis, como andaimes ou painéis publicitários, e para cuidados redobrados junto de zonas arborizadas, devido ao risco de queda de ramos ou árvores arrastadas pela força da água.

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