Vereador do CHEGA critica retirada de tarja em Braga: “Toca no coração da liberdade de expressão”

Filipe Aguiar denuncia censura da PSP durante dérbi entre SC Braga e Vitória SC

Filipe Aguiar, vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, reagiu com veemência à ação da Polícia de Segurança Pública que impediu a exibição de uma tela gigante no dérbi entre SC Braga e Vitória SC.

Para o autarca, a retirada da tarja “não é um ato menor. É um gesto político — e grave — porque toca no coração da liberdade de expressão”.

Braga como símbolo de identidade e resistência

“Braga é mais do que uma cidade — é um símbolo de identidade, de resistência e de orgulho. Nasceu da união entre os brácaros e os romanos, um encontro que deu forma à Bracara Augusta, onde tradição e progresso se cruzam há dois mil anos. É esta herança que os bracarenses celebram — e é essa expressão legítima que alguém decidiu silenciar”, afirmou Filipe Aguiar.

O vereador sublinha que a ação da PSP representa um precedente perigoso numa democracia: “Quando o Estado começa a decidir o que o cidadão pode ou não dizer, o que pode ou não mostrar, entramos num caminho inaceitável numa democracia que se diz madura.”

Liberdade de expressão versus segurança pública

Filipe Aguiar reforça que respeita as forças de segurança, mas alerta para a distinção entre ordem pública e censura: “O poder de garantir ordem pública não pode ser confundido com o poder de censurar. Alguém — dentro da cadeia de comando — tem de explicar por que razão uma tela que exaltava a história e a cultura de Braga foi tratada como se fosse uma ameaça. Exijo saber quem decidiu, com base em que regulamento e com que objetivo.”

O vereador apelou à transparência do Governo e do ministro da Administração Interna, afirmando que “até agora, tudo indica que opta pelo silêncio… ao contrário de Braga, que não se calará. Portugal também não devia calar-se.”

Próximo dérbi será palco de nova mensagem

Filipe Aguiar concluiu garantindo que a tarja voltará a ser exibida: “No próximo jogo, lá estaremos. A tarja voltará a erguer-se, não apenas como símbolo de Braga, mas como um grito por um valor maior: a Liberdade de Expressão. Essa, sim, é sagrada.”

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