Menor de Braga agredido nos ouvidos já operados

Vídeo das agressões está na posse das autoridades

Um jovem de 15 anos foi violentamente agredido, na passada quarta-feira, na Rua da Restauração, em Braga, numa situação descrita como “agressões em manada”. A vítima tinha sido recentemente operada a ambos os ouvidos — precisamente uma das zonas onde sofreu mais murros e pontapés.

As agressões ocorreram por volta das 12:00, numa das artérias mais movimentadas do centro da cidade, e foram filmadas pelos próprios agressores, tendo as imagens sido divulgadas nas redes sociais.

Investigação em curso

O caso foi inicialmente participado na GNR, seguindo depois para o Ministério Público. As diligências foram delegadas à PSP, através da Esquadra de Investigação Criminal de Braga, que irá inquirir a vítima e interrogar os suspeitos, já identificados.

O alegado agressor principal, conhecido por “Bryan”, tem 17 anos e frequenta o 10.º ano na Escola Secundária Carlos Amarante, situada nas imediações do local onde ocorreu a emboscada. Segundo informações recolhidas, um dos envolvidos terá colaborado com as autoridades, identificando os restantes participantes.

O vídeo integral, com cerca de três minutos e meio, já está na posse do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

Motivações e impacto

De acordo com os relatos, o alegado agressor terá agido por ciúmes, acusando a vítima de interferir na sua relação. Durante as agressões, o jovem foi atingido repetidamente na cabeça e alvo de tentativas de asfixia.

Menos de duas horas depois do ataque, a namorada da vítima terá comunicado o fim da relação, alegando receio de novas agressões.

O caso gerou forte indignação na comunidade bracarense, não só pela violência dos atos, mas também pela divulgação das imagens com o intuito de “dar o exemplo” a outros alunos.

Apoio psicológico

A mãe do jovem sofreu uma crise de ansiedade e permaneceu várias horas no Hospital de Braga. Tanto a vítima como a progenitora preparam-se agora para receber apoio psicológico, manifestando receio em sair à rua após o sucedido.

As autoridades continuam a investigar o caso, considerado prioritário, dada a gravidade das agressões e o impacto social provocado.

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