Assembleia Municipal aprova Orçamento de Braga para 2026

Plano prevê mais 1.500 hectares para construção e avanço da nova Circular Rodoviária Externa, com financiamento garantido pelo Estado.

A Assembleia Municipal de Braga aprovou este sábado, por maioria, o Plano de Atividades e o Orçamento do Município para 2026, documentos que tinham já sido aprovados em reunião do Executivo. A proposta contou apenas com o voto contra do Chega.

Na apresentação das linhas orientadoras do plano, o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, destacou dois marcos estruturantes que, segundo afirmou, definem o rumo da ação municipal: “seriedade, foco e obra no terreno”.

Um dos principais pontos referidos pelo autarca foi a aprovação do novo Plano Diretor Municipal (PDM), que viabiliza mais de 1.500 hectares com capacidade para construção, reforçando a resposta do concelho à crescente pressão urbana e à necessidade de aumentar a oferta habitacional.

Segundo João Rodrigues, esta decisão dá ao município um instrumento essencial para planear o crescimento urbano, atrair investimento e enfrentar o problema da habitação. O novo PDM prevê também a distribuição da capacidade de edificação por todo o território, garantindo que o desenvolvimento chega às diferentes freguesias, acompanhado de infraestruturas, equipamentos e espaços públicos de proximidade.

Outro destaque do plano é a Circular Rodoviária Externa de Braga (CREB), cuja construção terá financiamento integral assegurado pelo Estado.

De acordo com o presidente da autarquia, trata-se de uma infraestrutura fundamental para a organização territorial da cidade, permitindo retirar tráfego de atravessamento das zonas centrais, reduzir congestionamentos e melhorar os tempos de deslocação.

A nova circular deverá ainda contribuir para um sistema de mobilidade mais eficiente, com melhores condições para o transporte público, passeios mais acessíveis, reforço da segurança rodoviária e desenvolvimento de uma rede ciclável contínua.

João Rodrigues sublinhou que estes dois projetos estruturantes demonstram a diferença entre anunciar medidas e preparar a sua execução, defendendo que o plano e o orçamento criam as condições necessárias para anos de execução e resultados concretos.

O autarca destacou ainda que Braga atravessa um período de forte dinamismo demográfico, económico e urbano, o que representa uma oportunidade, mas também um desafio acrescido em áreas como habitação, mobilidade, espaço público e serviços municipais.

Neste contexto, o plano municipal para 2026 assenta em 12 medidas consideradas prioritárias, correspondentes a promessas eleitorais com impacto direto no quotidiano dos cidadãos e no desenvolvimento futuro do concelho. Essas medidas abrangem áreas como transportes públicos, mobilidade, segurança, espaços verdes e qualificação do espaço urbano, com metas e prazos definidos para permitir um acompanhamento mais rigoroso da execução.

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