Petição já reúne centenas de assinaturas e exige explicações e revisão dos novos preços para 2026/2027
Um grupo de pais e encarregados de educação do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, lançou uma petição pública a contestar o aumento das propinas para o próximo ano letivo, considerando os novos valores “excessivos” e de forte impacto financeiro para as famílias.
Na manhã desta sexta-feira, o documento contava já com cerca de 300 subscritores, que pedem o “esclarecimento e revisão” do preçário divulgado para 2026/2027.
Aumentos significativos e novos encargos
Segundo os pais, as atualizações representam um acréscimo generalizado nos custos, com destaque para:
- Aumento de cerca de 465 euros na anuidade em todos os ciclos de ensino
- Subida da inscrição de 205 para 250 euros
- Introdução de pagamento no prolongamento do 1.º ciclo, que passa a custar 75 euros por período (225 euros anuais), quando anteriormente era gratuito
- Aumento do custo das refeições, não incluído nos valores apresentados
Os encarregados de educação sublinham que estas alterações estão concentradas num único ano letivo, agravando o esforço financeiro.
Impacto pode ultrapassar 700 euros por aluno
De acordo com a petição, o impacto direto pode atingir:
- Cerca de +510 euros por aluno/ano (propina e inscrição)
- Até +735 euros no 1.º ciclo, com a inclusão do prolongamento
Para famílias com mais do que um filho, o aumento poderá ultrapassar 1.000 a 2.000 euros anuais, dependendo dos serviços utilizados.
Exemplos dos novos valores
Os dados apresentados indicam subidas em todos os níveis de ensino:
- Pré-escolar: de cerca de 2.680€ para 3.190€
- 1.º ciclo: até 3.527,50€ com prolongamento
- 2.º e 3.º ciclos: aumentos para valores acima dos 3.400€
- Secundário: cerca de 3.640€ anuais
Os valores não incluem refeições, cujo custo também aumentou.
Pedido de diálogo e transparência
Os pais reconhecem que as instituições enfrentam aumentos de custos, mas consideram que a dimensão e concentração dos aumentos exigem explicações claras.
Na petição, defendem:
- Esclarecimento público e detalhado sobre os motivos
- Reavaliação dos valores apresentados
- Diálogo aberto com a comunidade educativa
Apelo à Arquidiocese de Braga
O grupo dirige ainda um apelo à Arquidiocese de Braga, entidade responsável pela tutela do colégio, para que promova o diálogo e assegure decisões alinhadas com princípios de responsabilidade social e justiça.
Os subscritores concluem que decisões com este impacto financeiro “devem ser transparentes, proporcionais e discutidas com a comunidade educativa”.































