Nove detidos ficam em prisão preventiva após megaoperação antidroga no Minho

GNR

GNR apreendeu mais de 30 mil doses de estupefacientes e desmantelou rede ativa em vários distritos do Norte e Centro

Nove dos 19 suspeitos detidos numa vasta operação antidroga da GNR no Minho ficaram em prisão preventiva, após serem presentes a juiz no Tribunal de Guimarães. Os restantes arguidos saíram em liberdade, mas alguns sujeitos a medidas de coação, incluindo apresentações periódicas às autoridades.

A operação, que resultou na apreensão de mais de 30 mil doses de droga, visava uma rede organizada que atuava em vários distritos do Norte e Centro do país, assegurando toda a cadeia do tráfico, desde a aquisição até à distribuição ao consumidor final.

Segundo a GNR, a investigação decorreu ao longo de cerca de um ano e culminou no cumprimento de 42 mandados de busca, entre domiciliárias e em veículos, garagens e armazéns, nos distritos de Braga, Porto, Coimbra e Guarda. No total, foram detidos 16 homens e três mulheres, com idades entre os 25 e os 47 anos.

Durante a operação, as autoridades apreenderam milhares de doses de haxixe, cocaína e liamba, além de outras substâncias como MDMA e LSD. Foram também confiscados seis veículos, armas de fogo, munições, armas brancas, equipamentos informáticos, um drone e mais de 120 mil euros em dinheiro.

A ação mobilizou cerca de 200 operacionais e contou com o envolvimento de várias unidades da GNR, bem como o apoio da PSP.

O processo está agora em fase judicial, com os principais suspeitos a aguardar julgamento em prisão preventiva, num caso que representa um dos maiores golpes recentes no combate ao tráfico de droga na região.

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