Antiga unidade têxtil em Pevidém será reconvertida num polo tecnológico de referência, reforçando a aposta do concelho na inovação e na indústria aeroespacial
A cidade de Guimarães vai acolher a primeira fábrica de satélites óticos de Portugal, num projeto que transforma a antiga Fábrica do Alto, em Pevidém, num novo centro de inovação tecnológica ligado ao setor aeroespacial.
O arranque formal da iniciativa foi assinalado com a assinatura do contrato de comodato entre a Câmara Municipal de Guimarães e o CEiiA, entidade responsável pelo desenvolvimento do projeto, que integra a estratégia do Guimarães Space Hub.
A nova unidade será dedicada à montagem, integração e teste de satélites óticos, representando um investimento com impacto direto na criação de emprego altamente qualificado e na diversificação do tecido industrial do concelho.
Durante a cerimónia realizada nos Paços do Concelho, o presidente da autarquia, Ricardo Araújo, sublinhou a relevância estratégica da iniciativa.
“Mais do que um documento, este é um compromisso com o futuro de Guimarães e dos vimaranenses”, afirmou, destacando a ambição do município em posicionar-se na linha da frente de um setor de elevado valor acrescentado.
Da tradição têxtil à tecnologia espacial
A futura fábrica ficará instalada na histórica Fábrica do Alto, antiga unidade da têxtil João Ribeiro da Cunha, fundada em 1928, num processo de reconversão que simboliza a transição da memória industrial da região para uma nova era assente na ciência, inovação e tecnologia.
A transformação do espaço insere-se numa estratégia municipal mais ampla de afirmação de Guimarães como território estratégico na economia do espaço.
O projeto conta ainda com a articulação da Universidade do Minho e de parceiros industriais nacionais e internacionais, incluindo a alemã OHB.
Para o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, esta infraestrutura terá capacidade para atrair novas empresas tecnológicas, estimular investimento e colocar Portugal numa posição mais competitiva no mercado global da indústria espacial.
Já José Rui Felizardo destacou que a nova fábrica reforça a Estratégia Nacional para o Espaço, combinando conhecimento tecnológico, capacidade industrial e infraestruturas avançadas de teste.
Um novo capítulo para Guimarães
A autarquia acredita que esta infraestrutura será determinante para consolidar um ecossistema aeroespacial no concelho, complementando outros investimentos em curso, como a reconversão da Fábrica do Arquinho.
Com este projeto, Guimarães reforça a ligação entre investigação e economia real, criando condições para captar investimento, gerar emprego qualificado e fixar talento, num passo decisivo para afirmar o concelho como um dos polos tecnológicos emergentes do país.
































