Valor do arrendamento no concelho fixa-se nos 10,4 euros por metro quadrado, segundo os mais recentes dados do mercado habitacional
Os preços das casas para arrendar em Braga registaram uma descida anual de 3,5% em abril, acompanhando a tendência de abrandamento verificada no mercado nacional de arrendamento.
De acordo com o mais recente índice de preços do Idealista, o custo mediano do arrendamento em Braga situa-se agora nos 10,4 euros por metro quadrado, colocando a cidade minhota entre os mercados intermédios a nível nacional.
Queda acompanha tendência nacional
No conjunto do país, os preços das rendas caíram 2,7% face ao mesmo período do ano passado, fixando-se nos 16,4 euros por metro quadrado.
Este valor afasta-se do máximo histórico de 17 euros/m², alcançado em outubro de 2025, consolidando uma trajetória de desaceleração que se tem vindo a verificar ao longo dos últimos meses.
Depois de recuos de 1,9% em janeiro, 1,4% em fevereiro e 1,2% em março, abril reforça a tendência descendente no mercado de arrendamento.
Braga entre as cidades com maiores descidas
Entre as capitais de distrito analisadas, Braga surge entre os mercados onde o recuo foi mais expressivo.
A maior descida anual foi registada no Porto (-6,6%), seguindo-se Braga (-3,5%), Viseu (-2,7%) e Lisboa (-1,7%).
Em sentido contrário, algumas cidades continuam a registar forte valorização, com destaque para:
- Faro (+10,6%)
- Funchal (+10,3%)
- Ponta Delgada (+9,7%)
- Setúbal (+9,3%)
Lisboa continua a liderar
Lisboa mantém-se como a cidade mais cara do país para arrendar habitação, com um preço mediano de 22 euros/m².
Seguem-se:
- Funchal – 17,4 euros/m²
- Porto – 16,6 euros/m²
- Faro – 14,9 euros/m²
- Setúbal – 13,7 euros/m²
- Coimbra – 12,7 euros/m²
Braga surge numa faixa intermédia, abaixo de várias capitais de distrito, mas ainda acima de cidades como Leiria (9,5 euros/m²), Santarém (9,3 euros/m²) e Viseu (7,6 euros/m²).
Mercado mostra sinais de ajustamento
A descida dos preços poderá refletir um ajustamento gradual entre oferta e procura, num contexto em que o mercado de arrendamento continua sob pressão, mas começa a dar sinais de estabilização após vários anos de forte subida.
































