Primeiro-ministro é candidato único às diretas sociais-democratas e mantém “não é não” ao Chega e ao PS para soluções de Governo
O PSD deverá reeleger este sábado Luís Montenegro como presidente do partido para um terceiro mandato de dois anos, numa eleição em que surge como candidato único.
As eleições diretas decorrem em simultâneo com a escolha dos delegados ao 43.º Congresso Nacional do PSD, agendado para os dias 20 e 21 de junho, em Anadia.
Ao todo, estão habilitados a votar 56.887 militantes sociais-democratas, após a alteração estatutária que passou a permitir o voto a todos os militantes com quotas regularizadas nos últimos dois anos.
Congresso terá forte peso das distritais do Porto, Braga e Lisboa
As maiores estruturas distritais do partido serão também as mais representadas no congresso nacional. O distrito do Porto elegerá 105 delegados, seguido de Braga com 88 e da Área Metropolitana de Lisboa com 70.
Seguem-se Aveiro, Coimbra e Viseu entre as estruturas com maior representação.
Montenegro consolidou liderança após regresso do PSD ao Governo
Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em maio de 2022, derrotando Jorge Moreira da Silva com mais de 72% dos votos.
Desde então, liderou o partido em duas vitórias nas eleições legislativas em coligação com o CDS-PP, permitindo o regresso do PSD ao Governo em abril de 2024.
Durante os seus mandatos, os sociais-democratas venceram ainda eleições regionais na Madeira e nos Açores e recuperaram influência autárquica nas eleições locais de 2025, incluindo a liderança da Associação Nacional de Municípios e da Associação Nacional de Freguesias.
“Não é não” mantém-se para acordos de governação
Na moção estratégica intitulada “Trabalhar – Fazer Portugal Maior”, Montenegro reafirma que não pretende estabelecer soluções governativas nem com o Chega nem com o Partido Socialista.
Ainda assim, defende a continuação do diálogo parlamentar com as principais forças da oposição, rejeitando a ideia de “cercas sanitárias” na Assembleia da República.
“O sentido do ‘não é não’ com o Chega é o mesmo do ‘não ao bloco central’ com o PS”, refere o documento político apresentado pelo líder social-democrata.
Apesar de defender a estabilidade governativa até 2029, Montenegro admitiu recentemente que mantém a ambição de alcançar uma maioria absoluta para o PSD.


































