Estruturas do Talefe e de Santa Marta das Cortiças funcionam 24 horas por dia até novembro para detetar incêndios de forma precoce
A Rede Primária de Postos de Vigia Florestal já se encontra em pleno funcionamento no distrito de Braga, com as estruturas do Talefe, na Serra da Cabreira, e de Santa Marta das Cortiças, em Braga, a assegurarem vigilância permanente desde o passado dia 4 de maio.
Os dois postos integram o Dispositivo Integrado de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais e permanecerão operacionais 24 horas por dia até 2 de novembro, desempenhando um papel fundamental na deteção precoce de incêndios e na proteção da floresta.
Talefe e Santa Marta das Cortiças na primeira linha da vigilância
Dos dez Postos de Vigia Florestal monitorizados pela Guarda Nacional Republicana no distrito de Braga, apenas dois pertencem à Rede Primária: o Posto de Vigia do Talefe, localizado no ponto mais alto da Serra da Cabreira, em Ruivães, Vieira do Minho, e o Posto de Vigia de Santa Marta das Cortiças, situado na freguesia de Esporões, em Braga.
Estas duas estruturas são as que apresentam o período de funcionamento mais alargado ao longo do ano, refletindo a sua importância estratégica na prevenção e deteção de incêndios rurais.
Oito postos adicionais entram em funcionamento no final de junho
A partir de 29 de junho, entram em operação mais oito postos pertencentes à Rede Secundária de Vigilância Florestal, que permanecerão ativos até 15 de outubro.
Estes postos estão distribuídos por diversos concelhos do distrito, nomeadamente:
- Calvos, em Campo do Gerês (Terras de Bouro);
- Abrigo, em Tabuaças (Vieira do Minho);
- São Mamede, em Frades (Póvoa de Lanhoso);
- Oural, em Codeceda (Vila Verde);
- São Gonçalo, em Fragoso (Barcelos);
- Santa Marinha, em Freitas (Fafe);
- Senhora da Orada, em Alvite (Cabeceiras de Basto);
- Senhora do Calvelo, em Arnóia (Celorico de Basto).
A sua entrada em funcionamento permitirá reforçar significativamente a cobertura territorial e a capacidade de deteção de ocorrências em zonas florestais.
Sistema integrado combina vigilância fixa, móvel e aérea
Os Postos de Vigia Florestal funcionam sob responsabilidade da GNR e integram uma vasta rede nacional de prevenção e vigilância, assente na colaboração entre operadores civis e militares das Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF).
Durante uma visita à Serra da Cabreira, o chefe da Secção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Comando Territorial da GNR de Braga, tenente-coronel Carlos Fernandes, explicou que o sistema funciona de forma integrada e complementar.
Segundo o responsável, à vigilância fixa efetuada nos postos junta-se a vigilância móvel realizada pelas patrulhas da GNR e ainda a vigilância aérea, assegurada quer por meios aéreos convencionais, quer por aeronaves não tripuladas, vulgarmente conhecidas como drones.
Chegar ao fogo nos primeiros minutos faz toda a diferença
Carlos Fernandes destacou que o principal objetivo do dispositivo é identificar os incêndios logo na fase inicial, permitindo uma resposta rápida e eficaz dos meios de combate.
“O ideal é chegar aos locais quando os incêndios ainda estão a começar”, referiu o oficial da GNR, sublinhando que a proteção da floresta constitui uma responsabilidade coletiva e um legado que deve ser preservado para as futuras gerações.
A vigilância florestal integra a Operação Floresta Segura, desenvolvida ao longo de grande parte do ano e destinada à prevenção, deteção e combate aos incêndios rurais.
GNR apela à colaboração da população
A Guarda Nacional Republicana recorda que a participação dos cidadãos continua a ser determinante para o sucesso da prevenção e combate aos incêndios.
Qualquer pessoa que detete fumo, chamas ou situações suspeitas em áreas florestais deve comunicar imediatamente a ocorrência através do número 117, destinado ao SOS Floresta, ou do 112, número europeu de emergência.
Segundo Carlos Fernandes, a rapidez na comunicação permite acionar os meios adequados e localizar com maior precisão o foco de incêndio, contribuindo para reduzir os danos ambientais, proteger pessoas, animais e património.
“O grande objetivo que nos move com este dispositivo é a segurança das pessoas, dos animais e dos bens”, concluiu o responsável da GNR.
































