A instituição bracarense partilhou em painel nacional a sua visão estratégica assente na premissa de que a cultura cuida, integra e transforma as comunidades.
O Museu dos Biscainhos, situado no coração de Braga, esteve em plano de destaque no II Encontro dos Serviços de Educação e Mediação Cultural (SEM), promovido pela empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, EPE. Sob o lema “…e agora nós”, o evento afirmou-se como um espaço central de reflexão e debate focado em estreitar os laços entre o património histórico e as populações no contexto contemporâneo.
A representação do museu minhoto subiu ao palco na qualidade de oradora convidada do painel “O Nosso SEM”. A intervenção serviu de montra para apresentar o plano de ação que a equipa dos Biscainhos tem vindo a edificar, posicionando a mediação cultural e a pedagogia não como meros complementos decorativos, mas como pilares estruturantes e obrigatórios na orgânica das instituições museológicas atuais.
Inclusão e o desafio de aproximar os jovens
O encontro propiciou uma partilha intensa de boas práticas e diagnósticos sobre os desafios que os profissionais do setor enfrentam diariamente. Entre as temáticas debatidas, a comitiva de Braga destacou a centralidade de quatro vetores essenciais para o futuro dos museus:
- Acessibilidade Universal: Eliminar barreiras físicas, intelectuais e sociais no acesso à arte.
- Inclusão Plural: Desenhar programas que acolham a diversidade cultural e humana.
- Participação Jovem: Criar dinâmicas que cativem as novas gerações, combatendo o desinteresse.
- Inovação Pedagógica: Renovar os formatos de mediação para gerar laços afetivos com a memória local.
Uma matriz assente em cinco mandamentos sociais
No Palácio dos Biscainhos, o trabalho diário desenvolve-se sob o teto de um manifesto humanista muito claro. A instituição faz questão de sublinhar que orienta a sua programação e o contacto com o público através de cinco princípios fundamentais: a Cultura Cuida, Integra, Educa, Participa e Transforma.
“São estes valores que sustentam os programas que desenvolvemos, procurando valorizar a diversidade de experiências, estimular a construção de conhecimento e contribuir para a formação de cidadãos mais informados, participativos e conscientes do papel da cultura no desenvolvimento humano e coletivo”, refere a estrutura do museu, enaltecendo o encontro em Sintra como uma alavanca para o fortalecimento de redes de colaboração entre os museus de todo o país.
































